Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

REUNIÃO DE CÂMARA DE 27/JULHO

Acessibilidades no centro da quezília

 

Desde a última reunião pública da Câmara de Loulé (realizada em Quarteira), que a questão dos acessos ao Supermercado Pingo Doce ficou perfeitamente explicada.

A autarquia irá construir proximamente uma rotunda de ligação à Gida e, com esta solução, o problema dos acessos e saídas do Pingo Doce deixarão de constituir perigo para os cidadãos.

Até à conclusão desta obra, a Câmara Municipal tinha de aprovar um contrato de urbanização que incluiria a realização de obras de urbanização fora dos limites da propriedade da Imoretalho, ou seja, da área do Pingo Doce.

Assim, a Imoretalho ficará como responsável pelo alargamento da via existente desde a chamada rotunda da BP, até ao limite da propriedade do Pingo Doce, de forma que esta via ficará com faixas de rodagem de sete metros (4 pistas) e passeios de metro e meio.

Esta proposta foi a reunião em Quarteira, foi explicada e aprovada por maioria - por mim, inclusive - e tem tido desenvolvimentos e obras no terreno, de então para cá.

O último acto, destinado a enquadrar, em termos legais, este contrato de urbanização foi à reunião de hoje.

No entanto, e apesar das sistemáticas e exaustivas explicações, quer do vice-presidente quer do director do Departamento Jurídico, a proposta não tem encontrado o clima de unanimidade, isto é, nem todos os vereadores concordam.

Não havendo alternativas, não há escolhas.

Sempre disse e mantenho que o que me move, enquanto vereadora, é o bem-estar dos munícipes e, particularmente, dos da minha terra e jamais abdicarei de lutar por isso, indiferente a quezílias políticas.

Esta é a postura de uma mulher independente que, na defesa dos interesses de Quarteira, está e estará sempre na linha da frente.

- o – o – o – o – o -

 

publicado por hortense morgado às 23:58
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

Capítulo 6º.

 

E chego ao fim deste relato. Daqui em diante, não espero gastar nem mais um minuto com esta gente (têm razão: não lhes devemos chamar senhores – porque o não são).

Os Quarteirenses conhecem-me. A eles, não sei. Acho que só no círculo fechado onde chafurdam os conhecem… minimamente.

Amo muito a minha terra e a minha gente e por isso entendi que era a hora de falar. Os meus patrícios saberão em quem mais devem confiar.

 

Epílogo - Recuso ver neles «compagnons de route»

São estes «senhores», que agora querem «Um novo ciclo», que hipocritamente se agarram ao provável futuro líder, se arvoram em seus delegados e caixas de correio.

Mas, com certeza que não ouviram o discurso do seu novo ídolo. Com certeza não leram os papéis que eles mesmos distribuíram, e onde Seguro garante defender um princípio estatutário que define que a disciplina partidária só se justifica “em questões que não têm a ver com a matriz do PS, com a governabilidade do país e com os compromissos eleitorais”.

Como pode esta gente sentir-se solidária com alguém – como Seguro - que proclama “ética, liberdade, responsabilidade”?!

Como pode esta gente comungar com o que disse Seguro em Portimão, quando proclamou que quer “dar mais voz e mais poder aos militantes do PS”; quando afirmou, na mesma altura, que valoriza a militância partidária porque os militantes do PS são cidadãs e cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país”.

Como pode alguém confiar em quem, ainda num passado recente, procedia exactamente ao contrário?

Ou como poderia esta gente ser solidária com Assis, se este preconiza que o PS tem de acabar com “privilégios de representação que não são compatíveis com práticas menos transparentes, com processos de decisão obscuros ou com estratégias de fechamento

– se são exactamente os mesmos que usam a estratégia de fechar o partido, de recusar a discussão de ideias para a sua terra, de impedir que os militantes de Quarteira possam usar da palavra em assuntos que só a eles dizem respeito?

 

E se estes «senhores» não são comungam dos princípios daqueles a quem se querem aliar, alguém pode acreditar na sua solidariedade? Na sua responsabilidade? Na sua ética?

 

Eu não. Por isso, me recuso a ver neles os meus «compagnons de route».  


 

- o – o – o – o – o -

NOTA: No passado dia 9 de Julho, publiquei o 3º capítulo desta saga-desabafo. Não reparei, na altura, que a mensagem ficou retida na caixa de «rascunhos» e só através da chamada de atenção de vários amigos foi possível remediar a situação. O capítulo em falta está no seu lugar e, do lapso, peço desculpa aos meus amigos.

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publicado por hortense morgado às 00:06
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

Esta novela sobre as lamentáveis cambalhotas circenses do secretariado da Concelhia do PS e respectivos boys está a chegar ao fim. Nela se relatam procedimentos que acabam por justificar as razões por que o PS/Loulé está moribundo, numa agonia lenta desde que Joaquim Vairinhos deixou de puxar a carruagem da Juventude Socialista e que levou a machadada final quando Vítor Aleixo se demitiu do secretariado da Concelhia.

Depois deles só um vazio, onde só os yes-men dos chefes têm lugar e onde se não aceita quem possa inovar, trazer sangue e ideias novas. Não, que esses ainda podiam querer ocupar os lugares dos «chefes» e seus lacaios!...

E depois estranham que os munícipes não colaboram, não aparecem, não acreditam nos «políticos»!

Capítulo 5º

Os «novos rumos» dos manipuladores

Vale a pena recordar os actos recentes daqueles que, há menos de um mês berravam a plenos pulmões que “Sim. Estamos contigo, José Sócrates” e hoje,

 

conforme a oportunidade e as circunstâncias, se arvoram em apoiantes de Seguro ou de Assis «desde os tempos do infantário».

São esses que usaram de canhestras «habilidades burocráticas» para que não fosse cumprida a filosofia e a letra dos estatutos do partido.  

São esses que manipularam descaradamente as assembleias para escamotearem a realidade, jogando conforme as suas conveniências pessoais. 

São esses que, ao assumirem a liderança das estruturas locais do PS,

* prometeram dar-lhe um «Novo Rumo»; e deram: quebraram as pontes que tinham começado a ser laçadas à sociedade para que “o centro da vida política fosse a dignidade das pessoas, a satisfação das suas necessidades fundamentais, a sua autonomia e a luta pela concretização das suas aspirações pessoais e profissionais” (As palavras são do discurso de Seguro);

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: interromperam a informação regular aos militantes e restantes cidadãos, «matando» a newsletter mensal do PS/Quarteira, o blog actualizado, o boletim trimestral, impedindo, assim, de “reforçar o PS como uma plataforma credível, dinâmica e aberta. (As palavras são, de novo, do discurso de Seguro);

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: deixaram de cumprir as reuniões da assembleia-geral de militantes e de dar dignidade e forma legal às do secretariado;

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: conseguiram em quatro actos eleitorais os piores resultados de sempre para o Partido Socialista, no concelho de Loulé. 

 

São esses mesmos que «retiraram a confiança política» a uma vereadora eleita não só porque esta usa o seu livre arbítrio para emitir as suas próprias e reflectidas opiniões, rejeitando ser «o papagaio do dono» mas, sobretudo, porque esta se recusou a usar de tráfico de influências na defesa de interesses particulares, mascarando o apoio às conveniências de alguns, como se estas pudessem ser encaradas como questões de «disciplina partidária».

 

São esses senhores (eles, não sei porquê, não gostam que lhes chamem senhores) que não perceberam que a vereadora só não lhes retirou a confiança política porque, efectivamente, nunca lhes deu essa confiança, porque nunca teve razões para dar qualquer confiança: fosse de natureza política, social ou pessoal.  

Esses senhores (?!) andam por aí: lideram ou lideraram a Secção do PS/Quarteira e a Concelhia do PS/Loulé.  

E em vez de se demitirem - seguindo a atitude digna de José Sócrates - por reconhecerem o mau trabalho (o pior em todo

 

o país) com que contribuíram para a derrota socialista - apressaram-se a atracar-se a novos «guarda-chuvas, na esperança de que alguém lhes atribua uns restos de importância… que não têm.

 

Próximo capítulo e epílogo: Recuso ver neles «compagnons de route»

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REUNIÃO DE CÂMARA DE 13 DE JULHO

 Onde se fala de rotundas, de acessos e de... confusões

A reunião de Câmara de ontem não passaria de rotineira se não fossem as confusões que, injustificadamente, foram levantadas acerca do projecto dos acessos ao novo mercado Pingo Doce, em Quarteira, e da construção de uma nova rotunda em Almancil, no acesso a Quarteira, via Fonte-Santa - rotunda, aliás, há muito reclamada pelos almancilenses.

Finalmente, ambas as questões acabaram por ser aprovadas - ainda que não por unanimidade - reconhecendo-se que… não existem alternativas às propostas.

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Domingo, 10 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

Capítulo 4º.

A não verticalidade dos «novos fiéis»

Tem esta «novela folhetinesca» uma dupla finalidade. A primeira trata-se de uma abordagem sobre o carácter do que tem sido a actuação do secretariado da Concelhia do PS nos últimos seis anos e dos respectivos «satélites».

A segunda finalidade… bem, tenham a paciência para aguardar o 6º capítulo, que será o epílogo destas considerações sobre factos lamentavelmente reais.

 

Estamos contigo, Zé Sócrates…oh! perdão; contigo, Zé Seguro… perdão; contigo, Xico Assis!

As ideias de Seguro, referidas no capítulo anterior, que anunciam um novo ciclo que defenda a transparência, que defenda que é preciso «saber ouvir para depois decidir», que defenda que «são as decisões dos militantes que devem determinar os candidatos a cargos políticos», não agradou a todos, acérrimos defensores dos privilégios dos «donos» do partido; e por isso, alguns viraram-se para o outro candidato - Assis.

 O pior é que também este na sua moção política (pág. 32) é muito claro, ao pretender que um “aprofundamento democrático se faça com a introdução de eleições primárias em que participem militantes, simpatizantes e eleitores, para o efeito registados”.

Havia ainda uma possibilidade: a de que a «corrente de opinião» da Esquerda Socialista se mantivesse «neutra». Correram a abrigar- -se ao guarda-chuva dessa Esquerda Socialista.. 

 

Azar! - desde o primeiro momento que essa corrente de opinião «propõe a instituição do sistema de eleições primárias para a escolha dos candidatos do PS às eleições autárquicas, regionais, legislativas, europeias e presidenciais». 

Tramados por todos os lados, aos «figurões» só lhes restaria um caminho, se merecessem alguma «confiança política», se mere-cessem alguma credibilidade: Retirarem-se; remeterem-se à sua incapacidade para liderar nem que seja um par para a «suecada». 

 

Mas, para o fazerem teriam de ter um mínimo de «verticalidade».

Não a possuindo… restava-lhes jogar a moeda ao ar. Foi o que fizeram: uns apoiam uma «facção» e os restantes, a outra.

Estava demonstrada a sua coerên-cia,a sua transparência, a sua hones-tidade política, o seu desinteresse pessoal.

 

Continua no 5º Capítulo: Os «novos rumos» dos manipuladores – quem foram e quem são. (o passado recente dos seguidres da força das ideias para novos rumos e novos ciclos louletanos)

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publicado por hortense morgado às 21:40
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Sábado, 9 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

  • Nos capítulos anteriores, procurei situar a questão PS-Quarteira-Loulé pois, aproveitando o meu silêncio discreto, aqueles que eu um dia considerei serem meus «pares», foram espalhando boatos, distorcendo as verdades, numa tentativa de, junto dos quarteirenses, se situarem como «os bons», enquanto eu seria uma espécie de «traidora» só porque não aceito a manipulação, as manobras de bastidores, as tentativas de que use o meu cargo de vereadora como instrumento de tráfico de influências. E, sobretudo, porque recuso servir apenas como eco dos pensamentos e atitudes desses tais «bons» para servir os seus fins.
  • Pois a verdade está aí. Mais: é uma verdade insofismável e da qual tenho provas que poderei exibir se e quando necessário.

Capítulo 3º

A filosofia de um candidato 

A filosofia que José Seguro expressa no discurso em que assumiu a sua candidatura coloca a «ética e a transparência como matrizes».

Repetiu ainda em entrevistas outros argumentos desse seu discurso. Disse, então, que pretende um partido onde haja «liberdade de decidir apenas e só em função do bem comum”; «um PS solidário e que respeite a diferença de opinião»; onde «é preciso saber ouvir para depois decidir».

O candidato à liderança socialista é muito claro quando define que «cada militante tem a sua opinião e cada opinião deve ter a oportunidade de ser escutada e debatida», para «reforçar o PS como uma plataforma credível, dinâmica e aberta» - mas onde se abram «janelas para que entre o ar fresco», «num espaço de partilha, discussão e reflexão. Todos em pé de igualdade».

Apoio cada uma das palavras de José Seguro. Foram sempre esses os procedimentos que usei, tendo a «ética e a transparência como matrizes».

E, ao contrário, quais foram os procedimentos dos que agora correm a apoiá-lo (ou a usá-lo como flor de esperança que os mantenha à tona de água?

Vejamos:  

 

 

 

Quando informei o então presidente da concelhia de Loulé, «deputado da Nação», de que era minha intenção concorrer à Junta de Freguesia de Quarteira, achou que poderia ser uma boa ideia mas que se tinha, há mais de um ano, prometido o seu apoio a outro candidato – que já fora escrutinado três vezes, saindo sempre perdedor (faltavam mais de 3 anos para as eleições).

Confidenciou ainda que esse candidato não tinha qualquer programa nem qualquer ideia para Quarteira, mas que já estava comprometido com ele a manteria a palavra.

 

Essa é a ideia que os apoiantes de Seguro têm do que seja «liberdade de decidir apenas e só em função do bem comum”.  

Na altura própria, proposta por unanimidade, pelo secretariado de Quarteira, convoquei uma assembleia geral de militantes para apresentar o meu programa.

Foi liminarmente recusada essa apresentação, sem que tivesse sido, pelo menos, discutida.

Essa é a ideia dos apoiantes de Quarteira e Loulé de António José Seguro do que seja «preciso saber ouvir para depois decidir». 

 

Perante o parecer da Comissão Disciplinar Nacional do PS de que ao contrário do que pretendia o secretariado de Loulé, deveria ser o secretariado de Quarteira a apresentar os seus candidatos, sob a «batuta» do actual presidente da concelhia de Loulé, foram usadas manobras irregulares para que a Federação de Faro aceitasse o seu candidato. Numa reunião para onde foram convidados os militantes de Quarteira mas… avisados à partida de que não poderiam usar a palavra.

Esta é a concepção dos anteriores e actuais responsáveis pelas estruturas socialistas – e agora apoiantes de Seguro) do que é «um espaço de partilha, discussão e reflexão. Todos em pé de igualdade».

 

Não haja dúvidas: Seguro, está «seguro» com gente desta que num momento defende uma coisa, fazendo diametralmente o contrário!

 

Continua no 4º capítulo«A não verticalidade dos «novos fiéis» - onde se demonstra a sua coerência, a sua transparência, a sua honestidade política, o seu desinteresse pessoal.

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NOTA: Na altura própria (como se pode verificar através da data) lancei esta «postagem». Não me apercebi, então, de que ficara retida na página de «rascunhos» e só através de avisos de pessoas amigas tomei conhecimento de que faltava o «Capítulo 3º» e, posteriormente, pude remediar. Do facto me lamento e peço desculpa aos meus leitores.

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O renascido Hospital de Loulé

Francamente, gostei do equipamento que vi ontem, na inauguração da renovada unidade de saúde de Loulé. O Hospital de Loulé, agora, alia serviços privados e públicos e foi recuperado ao abrigo de uma espécie de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Loulé, a Câmara Municipal e o Estado, que passa a dispor, deste modo, de uma Unidade de Cuidados Continuados que integra a rede nacional.
O senhor Presidente da República parece que também gostou, já que disse que se o Estado não é capaz de assegurar os serviços de saúde com a qualidade e eficácia, então deve delegar e partilhar com outras organizações.

Surpreendeu-me agradavelmente saber, publicamente e pela boca do próprio, que o presidente da Câmara de Loulé foi sempre adepto do Serviço Nacional de Saúde.

É sempre bom sabermos que ainda há quem não se coíba de manifestar publicamente o seu interesse em questões de justiça social.

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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

2º Capítulo

Um "Novo Ciclo" - A porta aos abutres

O Partido Socialista pretende agora entrar num «Novo Ciclo», depois de arreado do poder pela incapacidade de encontrar um fio alternativo à crise.

Como afirmou António José Seguro no discurso de assumpção da sua candi-datura a líder do PS, “a dignidade do Secretário-geral na noite das eleições colocou um ponto final no passado”.

O referido discurso é irrepreensível nos seus propósitos orientadores. Se as palavras que Seguro aí exprimiu tiverem sequência, é provável, sim, que, como ele diz, o PS vá agora “iniciar um novo ciclo”.

Esquecia-me de dizer: o discurso de Seguro foi-me enviado por um dos «responsáveis» locais do PS.

 

Próximo capítulo: «A filosofia de um candidato» - onde se verá quem é a gente que o apoia

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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

REUNIÃO DE CÂMARA 6/jul/2011

A FONTE SANTA

A Fonte Santa faz parte da memória colectiva dos quarteirenses.  

Jamais sairão da minha sau-dade as recordações daquele espaço nem o cheiro das ervas que cobriam aquela terra donde borbulhava a água.  

Quando o mulherio da Rua de São João se juntava para ir até lá lavar e corar ao sol os lençóis, nós, as crianças, íamos à cata de pinga-azeites e de joaninhas…

- Joaninha avoa, avoa que o teu pai 'tá em Lisboa…  

Se saltava um gafanhoto, aí era ver as raparigas aos gritos, enquanto os moços demonstravam a sua masculinidade apanhando os saltitões e arrancando-lhes as patinhas.

Se, no meio da confusão, eu conseguia escapar à vigilância materna, adorava tirar as sandálias e mergulhar os pés naquela humidade feita de margaridas e a ressumar a mantrasto; mas vinha logo uma vizinha a pôr fim àquele prazer infantil:

- Maria, olha a tua Hortense!... Anda p’ráli descalça – e pronto, lá vinha ameaça e o prazer chegava ao fim.

Com o meu pai, não. Era tudo mais calmo, mais complacente.

Ele ia quase sempre ao pôr do sol encher um ou dois garrafões que aquela água era mesmo «santa»: fazia bem ao fígado, à pele e a não sei bem ao quê mais. Quando não ia na motorizada, levava-me com ele.

Milhares e milhares de rãs ensurdeciam-nos com o seu coaxar. Ouviam-se as aves a piar, escondidas sabe-se lá onde.

Meu pai fingia que não me via tirar os soquetes, descalçar as sandálias e patinhar na lama e, por fim, dava o sinal:

- 'Bora!

E lá vínhamos os dois; à frente, ele, sem dizer uma palavra, um garrafão em cada mão e eu atrás, inventando bonecas em corolas de papoilas rubras, ou compondo um raminho de flores azuis. Nunca soube como se chamavam aquelas flores minúsculas mas o mais certo era acabarem secas e espalmadas entre as folhas do meu livro de leitura.

A lua começava a desenhar-se em branco, ali para os lados de Faro, e só a estrela d’alva brilhava no firmamento. O sino soava para os lados onde o sol se escondera. Então, a Fonte Santa era já uma recordação bonita. Como é hoje. Como será até ao fim dos meus dias.

Aquele espaço sempre foi de todos, como a areia da praia, o tomilho nos pinhais, o valado duma ribeira, a música das ondas, o murmurar do vento.  

O «povo» deu-lhe uma placa de azulejos e consagrou-o como coisa pública. Essas homenagens ainda lá estão.

Mas, aqui há uns anos - uns quinze ou dezasseis, talvez - de repente a Fonte Santa deixou de ser nossa. Passou a ter um dono»: ganhou uma rede, umas paredes, uma caderneta predial e acho que chegou a ter um arame farpado.

Há dias, reparei que as máquinas que trabalham nas obras do prolongamento da Av. Sá Carneiro, em Quarteira, estão a usar o espaço envolvente como uma espécie de estaleiro, de onde arrancaram mato, aplainaram terras e se acolhem, cada vez mais encostadas ao tanque da Fonte Santa, onde uma ou outra mulher ainda vai lavar os farrapinhos familiares.

Esta situação levou-me a apresentar, na reunião de Câmara do passado dia 6, a seguinte questão:

antes da ordem do dia.

 

Tanto quanto sei, o espaço envolvente da Fonte, que desde que me conheço foi de acesso e usufruto da população, é, actualmente, propriedade particular.

No entanto, a Fonte Santa está ligada aos usos, costumes e tradições quarteirenses.

Como essa área agora integra ou é adjacente à Zona de Expansão Norte-Nordeste, o senhor presidente, por acaso, equacionou a hipótese de aquisição através das normas da perequação desse espaço que, uma vez convenientemente tratado, poderia voltar a ser de domínio público sob a forma de jardim ou parque de merendas, por exemplo? 

 

Resposta: O senhor presidente respondeu que a perequação não pode responder a esta questão. Acrescentou ainda que esta hipó-tese de «restituição» ao domínio público nunca se pusera, mas que, se mais tarde, a hipótese se puser, certamente a proposta poderá vira ser equacionada.

 

Conclusão: A hipótese ficou agora posta. Cumpre a quem de direito analisar e reconhecer, ou não, se devem, ou não ser preservados o património e a memória dum povo.

 

Pintura de rotundas e lancis em Quarteira

Outra assunto que apresentei respeitou ao recente trabalho de pinturas que estão a ser executadas nos lancis, em Quarteira:

Tendo verificado que em Quarteira estão a ser pintadas as indicações de estacionamento/trânsito nas rotundas e lancis com cores que me parecem impróprias, questionei o Sr Presidente sobre quem recai a responsabilidade da pintura e da escolha dessas cores.

 

Resposta: O Sr. presidente esclareceu que, apesar dessas pinturas serem da responsabilidade da Câmara, foram delegadas competências à Junta de Freguesia para a realização desses trabalhos. Mas acrescentou que ser «feio ou bonito» depende dos gostos de quem as vê.

 

Conclusão: Pois arrisco-me a dizer que ou eu tenho os gostos estragados ou aquelas cores e tons foram mesmo muito mal escolhidos.

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Campos de férias em Quarteira

O Clube de Basquete de Quarteira os Tubarões já fazem campos de férias para jovens há uns anos. Foram pioneiros e parece que têm feito bem o seu trabalho.

Agora é o Centro Desportivo de Quarteira que, desde a 2ª. feira passada e até 2 de Setembro, anuncia o “Campo de Férias CDQ 2011”, aberto aos jovens dos 7 aos 12 anos. Estas iniciativas são úteis, são fundamentais no apoio aos jovens, às famílias e demonstram interesse e amor à nossa terra.

Para mais informações sobre o funcionamento do campo, poderá usar os telefones 919215995/927895995.

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publicado por hortense morgado às 20:13
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Domingo, 3 de Julho de 2011

BASTA !!!

Palavras de explicação

Por muito pacientes e tolerantes que sejamos, há sempre um limite.  

Não me preocupam aqueles que não toleram que uma mulher se lhes possa superiorizar. É um problema deles; não da mulher que tencionem enxovalhar.  

Não me preocupa que um qualquer que queira evidenciar-se não consiga que os seus concidadãos lhes demonstrem respeito ou consideração, enquanto o demonstram a quem se limita a procurar servir a comunidade com boa vontade e eficácia.  

Não me preocupam aqueles que, por preguiça, incapacidade ou por estupidez natural, não consigam o êxito, a inscrição na Ordem, ou o grau académico que outros atingem com muito trabalho e sacrifício, mas sem cunhas, sem muletas, sem favores partidários. A inveja e a frustração será problema desses inenarráveis "boys and girls"; não de quem nada deve a ninguém.  

 

Mas chateia-me – desculpem lá o termo – que me caluniem, que mintam a meu respeito, que regurgitem o seu ódio, a humilhação e a inveja, falseando junto de meus amigos e familiares.  

Por isso, é hora de dizer «Basta!» e é também a hora de, sem outra intenção que não seja repor a verdade, mostrar o verdadeiro carácter desses pobres de espírito.

 

E porque a história vem de longe e é comprida, vou dividi-la em meia dúzia de capítulos, para não saturar os meus leitores. Gota a gota. Aqui vos deixo o primeiro:

Os Reis da Cambalhota

 Capítulo 1º.

Sócrates? Quem é Sócrates? hum… não conheço…

Até à noite da confrangedora derrota do Partido Socialista no acto eleitoral de 5 de Junho, a denominada «família socialista» dizia-se firme e coesa e, em pleno congresso, os delegados de todo o país juraram fidelidade eterna a José Sócrates.

Foi assim em todo o país, foi assim no Algarve; foi assim no concelho de Loulé – todos «socráticos» até à raiz dos cabelos.

Uma semana depois, o partido foi apeado do poder e, antes que Sócrates anunciasse que iria aprender Filosofia para Paris, já se viam os «incondicionais socráticos» a buscarem lugar junto daquele que, há anos, mal sufocava a ânsia de abocanhar a cadeira do futuro filósofo.

Ei-los, sorridentes e subjugados pela aura de José Seguro, à cata da posteridade de imagens televisivas, os líderes socialistas do Algarve, babados de gozo e bajulação, a procurarem a sombra protectora daquele que pensam estar melhor colocado para o lugar de líder do partido.

Com olhar esbugalhado e ar aparvalhado, certamente terão respondido a alguém:

– Sócrates? Quem é Sócrates? Hum… não conheço…

 

Continua no 2º capítulo: «Um Novo Ciclo»

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