Sábado, 25 de Agosto de 2012

REMANDO CONTRA A MARÉ

Ao princípio, éramos apenas seis. Ou cinco mais um, para ser mais precisa. Éramos um grupo de pessoas normais - pessoas como você; trabalha-dores, estudantes, aposentados, que tínhamos um ponto de partida muito forte: o amor a Quarteira.

Numa época e num meio em que o egoísmo impera, estávamos unidos por um pensamento comum: mudar o marasmo cultural em que Quarteira mergulhou, perante a passividade generalizada.

Sentíamo-nos como se fôssemos um grupo pioneiro, livre e independente, formado por pessoas unidas por um objetivo comum. Foi assim que formámos uma associação nova, liberta de peias e de influências ardilosas. Sabíamos, desde o primeiro momento, que precisávamos de estar unidos, de deixar bandeiras, para, livremente, podermos decidir por nós mesmos.

Por circunstâncias várias, assumimos uma designação emblemática: «Xávega», uma arte de pesca que marcou a sua época, em Quarteira.

Perante o espanto de muitos que vislumbravam (ou desejavam?) que iríamos falhar nos nossos propósitos, a associação criou asas. Rapidamente, dos seis iniciais, chegámos à meia centena; todos desejando contribuir para o progresso cultural da nossa cidade.

Praticamente sem apoios, defrontámos oposições – velhos do Restelo existem em toda a parte. Invejosos, ainda há mais. É por essas oposições, vindas de alguns que só teriam razões para nos apoiar, que me sinto indignada.

Enganaram-se os que pensavam que iríamos desistir no meio do caminho. Engana-se (e continuará a enganar-se) quem pensar que os sócios da XÁVEGA não possuem coragem, persistência, paciência , fé, força e dedicação suficientes dentro de si , para enfrentá-los.

Sabemos que seria mais cómodo não ter de lutar; ignoramos os que nos aconselham a não remar contra a corrente. Mas são eles que terão de perceber que é quem pensa e faz diferente quem acabará por se destacar. Eles, ao contrário, quando se lhes acabar o transitório poderzinho, não deixarão obra. Nem saudade.

Por isso, a XÁVEGA, Associação para o Desenvolvimento Cultural de Quarteira, ignora-os - a eles e às suas más-vontades - e está a funcionar, em cada dia que passa, com crescente eficácia e entusiasmo.

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publicado por hortense morgado às 00:02
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

SONHEI QUE PODERIA SER ÚTIL À MINHA TERRA E ÀS MINHAS GENTES.

 

Durante muitos meses mantive, com regularidade e neste espaço, o relato da minha actividade no executivo autárquico.

Aqui plasmei as minhas intervenções, aqui apresentei as minhas propostas.

Desiluda-se quem pensar que um vereador que não esteja «a tempo inteiro» serve para alguma coisa. Se fizer propostas, normalmente caem ou em saco roto ou no esquecimento. Poderão talvez essas propostas vir a ser postas em prática, mais tarde, mas omitindo o primitivo proponente.

No caso de um executivo dominado por uma força maioritária, como é o de Loulé, os vereadores com pontos de vista diferentes dos da maioria, é como se não existissem.

Isso não significa que, em muitos casos, não seja o procedimento dos vereadores da chamada oposição que contribui para esse estado de coisas. Quer pela sua tomada de posições incongruentes ou contraditórias, quer por falta de estudo das situações, delegando noutros os deveres que o seu papel lhes exige.

Incapazes de reconhecer quando o executivo faz bem, estes vereadores assumem que, seja a que título for, seja com razão ou sem ela, têm de criticar – no mais negativo e pejorativo que este termo comporta.

Enquanto a «ditadura partidária» funcionar com obstinação, comandada a partir do exterior, impondo pontos de vista que podem servir interesses dos aparelhos partidários mas esquecem o verdadeiro fim do poder autárquico, que é o de servir os eleitores, contribuindo para o seu bem-estar, são os próprios partidos que justificam a eliminação das minorias, que conduzem aos «executivos monocolores» e, posteriormente, talvez mesmo à implementação dos partidos únicos.

O autarca, seja ele do partido maioritário, seja da oposição, representa uma parte do eleitorado. É eleito para defender os interesses desses eleitores; não os interesses de grupos; não os interesses pessoais daqueles que, a todo o custo, pretendem alcandorar-se ao poder, mesmo que, com os procedimentos que adoptam ou as teorias locais que defendem, contrariem os objectivos de bem-estar, progresso e realização dos que os elegeram.

 

 

Entenda-se, assim, o meu desencanto.

Primeiro porque me era exigido que defendesse pontos de vista que considero errados, porque me era exigida uma submissão a interesses pessoais e privados, porque me queriam impor uma disciplina de seguidismo, contrária à minha razão, à minha consciência.

Depois, uma vez liberta da tirania do voto único, pela forma como, ostensivamente, os vereadores não subordinados ao partido maioritário são ignorados, mesmo em actos oficiais ou de representação.

Tenho pena que assim seja. Sinto que teria muito para dar à minha terra e às minhas gentes...

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publicado por hortense morgado às 17:43
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