Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

LÍDER DA BANCADA SOCIALISTA DA AM MENTIU

Sabem os leitores deste blog que, durante muitos meses, ele me serviu para transmitir aos munícipes as minhas propostas e as posições que assumi nas Reuniões de Câmara.

Sabem também que, enquanto estive convencida de que a minha participação (e a de qualquer vereador eleito fora da lista vencedora) dentro do executivo autárquico, poderia ser útil aos meus concidadãos, sempre me esforcei – e continuarei a esforçar – por colaborar, por apresentar ideias, reparos e sugestões.

Infelizmente, percebi, depois e com desgosto, que as coisas jamais se passarão como eu sonhara. Nem sequer as forças chamadas «de oposição» estão dispostas a colaborar; preferem contestar, mesmo quando sabem que tal contestação e a sua argumentação são tão falsas como ocas.

A que propósito vem agora toda esta conversa? Explico:

Na passada semana houve uma animada reunião da Assembleia Municipal, onde se tratou de uma controversa agregação de freguesias, dando azo a que, como é hábito, as bancadas do PSD e do PS se defrontassem em argumentações e, por vezes, em torno de pormenores de lana-caprina.

A dada altura, a bancada do PS decidiu chamar a si louros por ter tido a iniciativa de reclamar sobre a necessidade de se promover a necessária discussão, sobre a eventual agregação de freguesias.

O líder da bancada socialista já em reunião anterior afirmara que foi a sua bancada quem primeiro apelou à urgência de se encetarem reuniões a nível autárquico, para a análise do tema.

Hugo Nunes mentiu. Mentiu e sabe que mentiu. Mentiu por-que eu sei que ele leu o meu blogue no dia 26 de Outubro de 2011 (não esquecer que se pode registar a identificação  dos utilizadores que o lêem; e o seu IP é o mesmo que me enviava "ameaçadores" e-mails de triste memória). 

Portanto, Hugo Nunes leu o meu post de 23 de Outubro de 2012, onde eu transcrevi o teor do Requerimento que apresentei na Reunião de Câmara de 19 desse mês, no qual demandei ao senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé “que indique se e quando está prevista a discussão deste Documento (Documento Verde) no seio do Executivo Municipal”, para permitir, posteriormente, o imperativo debate público.

O mesmo deve ter lido Hugo Nunes, como líder da bancada socialista, na acta dessa mesma reunião, onde o meu requerimento está transcrito, logo na sua primeira página.

E isso foi bem ANTES de qualquer reunião em que o PS abordasse o problema, o que só foi feito na reunião extraordinária da Assembleia Municipal de 18 de Novembro, através do socialista Carmo, que chefiou a bancada do seu partido nesse dia.

Durante meses, divertiu-me o facto de só depois de eu ter abordado determinadas questões nas reuniões de Câmara, as bancadas socialistas da Assembleia de Freguesia de Quarteira e da bancada PS da Assembleia Municipal se lembrarem de as trazer à colação.

Mas não fica bem a um político. Sobretudo a um político que se pretende assumir como modelar.

Hortense Morgado

 - o - o - o - o -

tags:
publicado por hortense morgado às 15:20
link do post | favorito
Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

SONHEI QUE PODERIA SER ÚTIL À MINHA TERRA E ÀS MINHAS GENTES.

 

Durante muitos meses mantive, com regularidade e neste espaço, o relato da minha actividade no executivo autárquico.

Aqui plasmei as minhas intervenções, aqui apresentei as minhas propostas.

Desiluda-se quem pensar que um vereador que não esteja «a tempo inteiro» serve para alguma coisa. Se fizer propostas, normalmente caem ou em saco roto ou no esquecimento. Poderão talvez essas propostas vir a ser postas em prática, mais tarde, mas omitindo o primitivo proponente.

No caso de um executivo dominado por uma força maioritária, como é o de Loulé, os vereadores com pontos de vista diferentes dos da maioria, é como se não existissem.

Isso não significa que, em muitos casos, não seja o procedimento dos vereadores da chamada oposição que contribui para esse estado de coisas. Quer pela sua tomada de posições incongruentes ou contraditórias, quer por falta de estudo das situações, delegando noutros os deveres que o seu papel lhes exige.

Incapazes de reconhecer quando o executivo faz bem, estes vereadores assumem que, seja a que título for, seja com razão ou sem ela, têm de criticar – no mais negativo e pejorativo que este termo comporta.

Enquanto a «ditadura partidária» funcionar com obstinação, comandada a partir do exterior, impondo pontos de vista que podem servir interesses dos aparelhos partidários mas esquecem o verdadeiro fim do poder autárquico, que é o de servir os eleitores, contribuindo para o seu bem-estar, são os próprios partidos que justificam a eliminação das minorias, que conduzem aos «executivos monocolores» e, posteriormente, talvez mesmo à implementação dos partidos únicos.

O autarca, seja ele do partido maioritário, seja da oposição, representa uma parte do eleitorado. É eleito para defender os interesses desses eleitores; não os interesses de grupos; não os interesses pessoais daqueles que, a todo o custo, pretendem alcandorar-se ao poder, mesmo que, com os procedimentos que adoptam ou as teorias locais que defendem, contrariem os objectivos de bem-estar, progresso e realização dos que os elegeram.

 

 

Entenda-se, assim, o meu desencanto.

Primeiro porque me era exigido que defendesse pontos de vista que considero errados, porque me era exigida uma submissão a interesses pessoais e privados, porque me queriam impor uma disciplina de seguidismo, contrária à minha razão, à minha consciência.

Depois, uma vez liberta da tirania do voto único, pela forma como, ostensivamente, os vereadores não subordinados ao partido maioritário são ignorados, mesmo em actos oficiais ou de representação.

Tenho pena que assim seja. Sinto que teria muito para dar à minha terra e às minhas gentes...

tags:
publicado por hortense morgado às 17:43
link do post | favorito
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

REUNIÃO DE CÂMARA DE 28 DE MARÇO

Sensibilidade social – versão socialista?

Há dias, a propósito da exiguidade das "urgências" das instalações do Hospital de Faro, o senhor Seguro, líder do PS, acusou o actual governo de “insensibilidade social”.

Por tudo o que temos visto nos últimos tempos, fui forçada a dar-lhe razão. Este é um país em que os “colarinhos brancos” raramente e por muito pouco tempo ocupam lugares nos calabouços. E quando isso acontece, vivem “lá dentro” com toda as mordomias com que a maior parte dos portugueses nem sonham poder reunir no seu dia-a-dia: têm frigorífico, televisão, refrescos, tomam chá com ingleses, podem usar o telefone sempre que lhes dá na gana… E isso é o que vamos sabendo pelos jornais.

Os banqueiros e outros “capitalistas” que desviaram para paraísos fiscais, o dinheiro que foram recolhendo do povo, mesmo com essas regalias na prisão, rapidamente “adoecem” e vão convalescer para os braços das suas mulherzinhas, no conforto das suas casas de milhões de euros (se estivessem mesmo doentes, iriam para clínicas privadas para milionários). Ou “raspam-se” para Londres, onde, anos a fio, conseguem esgueirar-se às garras da justiça. Continuam com saldos de milhões mas afirmam-se “na miséria” enquanto almoçam nos melhores restaurantes do mundo.

Ao contrário, os miseráveis vão, em menos de um fósforo, a julgamento, para serem condenados pelo furto de um champô ou outra “minhoquice” qualquer (Têm lido os jornais?).

Os “pobres” banqueiros, gestores, administradores, esses, coitadinhos, são capazes de dizer que já nem têm dinheiro para comprar a sua gravatinha e, então, é vê-los a pedir a recapitalização dos seus bancos e das suas empresas.

E o governo, magnânimo, lá lhes vai deixando escorrer milhões que "pingam" da Comunidade, e que os ”outros” (nós, é claro) teremos de pagar durante muitos anos.

Se isto não é insensibilidade social, é o quê? A justiça aplica-se sobre os que menos podem, enquanto os ricos e poderosos se riem dela; pagamos a saúde, a escola, os medicamentos, os transportes, a alimentação, aguentamos os serviços cada vez mais caros, enquanto os senhores do Governo lá nos vão dizendo que os deputados e governantes ganham pouco… Coitados! Não admira, num país em que a “pensanita” do chefe do Estado não lhe dá para pagar as suas contas...

Por tudo isso, aprovei Seguro quando ele disse que o Governo revela insensibilidade social.

 E agora que dirá o líder socialista ?

Perante isto, seria natural que os socialistas assumissem posições frontais contra as injustiças que levam àquela “insensibilidade” social.

Mas... os chefes podem falar; porém, os subchefes, os lacaios do chefe e demais seguidores e bajuladores podem agir precisamente  de forma contrária.

E foi isso que aconteceu hoje mesmo, na Reunião de Câmara (que pena que a reunião, que era pública, não tivesse tido assistentes!).

Tratava-se do problema de fixar o tarifário dos serviços de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais e do serviço de gestão de resíduos urbanos.

Numa política que vem sido seguida no município, tão justamente quanto possível, para todas as freguesias foi proposto um tarifário social, com vista a minorar as dificuldades dos agregados familiares de menores recursos.

Naturalmente, nas áreas de intervenção das “infras” – Vilamoura, Quinta do Lago, Vale do Lobo -, cujos habitantes integram, na generalidade, classes de altos rendimentos, não faria qualquer sentido a aplicação de uma taxa reduzida, que é, evidentemente, destinada aos mais pobres.

Pois de que haviam de se lembrar os vereadores socialistas? De votar contra as taxas das “infras”, pela ausência da taxa social naquelas zonas privilegiadas, como todos sabemos (ou não saberemos “todos”?

Parece que o PS de Loulé está convencido de que aqueles “bairros” são habitados por famílias do “rendimento mínimo"...  

E insistiam, apresentando contas e mais contas que ninguém percebeu, talvez por se apresentarem demasiado vesgas.  

E, apesar de lhes ter sido explicado que houve reuniões com os gestores das “infras” que são quem melhor conhece o território e os habitantes, os socialistas não mudaram nem uma vírgula à declaração de voto que traziam.

É essa a “sensibilidade social” que Seguro espera? Então é tudo igual ao que ele mesmo critica.

É essa sensibilidade social que Seguro preconiza? A sensibilidade social em que os pobres são tratados como ricos e sem vergonha e os “colarinhos brancos”, andam de mão estendida?...

Outros  assuntos em discussão

 

 

Dentre os restantes assuntos presentes à sessão de Câmara, destaco: a prorrogação do prazo para conclusão da obra de prolongamento da Avenida Sá Carneiro até à Fonte Santa. As obras deverão estar finalizadas em 15 do próximo mês de Maio.

Também as obras das redes de águas e esgotos do Troto (Almancil) deverão estar concluídas em 5 de Abril.

Foi autorizado o estabelecimento de protocolos entre a Câmara e várias escolas do concelho e a Associação Dinâmica, de Quarteira, verá os seus proventos crescerem, através de um subsídio de 21.400 euros, aproximadamente; já a Igreja de Quarteira irá assinar a escritura mediante a qual estabelece um contrato de superfície, por 90 anos, para as obras de ampliação a que está a proceder.

Finalmente, o assunto  respeitante ao projecto “Cidade Lacustre” em Vilamoura, cuja ideia muitos pensavam que  fora abandonada, voltou à baila. Desta vez para ser apreciado o estudo de impacte ambiental dos lagos e infra-estruturas a construir.

 - o - o - o - o - o -

 

publicado por hortense morgado às 23:13
link do post | favorito
Quinta-feira, 8 de Março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 

Neste dia tão especial,

para todas as mulheres do meu concelho, uma rosa

– símbolo da mais singela homenagem.

Porque somos mães, filhas, esposas, mulheres…

Um bem-hajam a todas!

Hortense Morgado

- O – O – O – O – O -

tags:
publicado por hortense morgado às 00:05
link do post | favorito
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Reunião de Câmara de 18 de Janeiro

Uma reunião pública, sem público

QUEREMOS TER RESPONSABILIDADE

 

Estabelecem as regras da Democracia que a participação activa dos cidadãos é fundamental para o desenvolvimento, promoção e melhoria da vida nas cidades. É uma participação individual mas também  é colectiva.

E se os homens têm de viver em sociedade, essa situação levá-los-á necessariamente a debruçarem-se sobre as questões de natureza política, sob pena de se auto-excluírem das decisões que possam dizer-lhes respeito ou que comprometam o seu ambiente social.

Por tais razões, esta participação activa constitui um incremento da qualidade da democracia.

Acontece, porém, que actualmente, os cidadãos parecem cada vez mais desinteressados das questões políticas, mesmo quando estas se revelam da maior importância para a resolução dos problemas imediatos das suas comunidades, das suas cidades, das suas vidas.

Tal situação poderia ilustrar-se com o que aconteceu na Reunião de Câmara do passado dia 18 de Janeiro, nos Paços do Concelho de Loulé, reunião que era para ser pública mas em que os munícipes primaram pela ausência, como se pode verificar na foto que encima este apontamento.

 

O actual desinteresse geral pelas questões políticas é uma situação preocupante. Até há pouco tempo o desinteresse parecia ser apenas pela vida partidária, em que as manobras de bastidores, encenações e insultos, demagogia e mentira têm sido o "pão nosso de cada dia"; mas hoje, ele revela-se em todas as situações e sob qualquer pretexto. O cidadão comum intuiu acusações generalistas: que os políticos têm o descaramento de dizer que assumem o poder para servir e não para se servirem da política, quando, à vista de todos, “eles” asseguram bons tachos para quando terminarem o mandato, e arrumam em lugares bem remunerados amigos e familiares: Intuiu que “eles” se impõem  à custa de trair, manipular, mentir, para esconderem a sua mediocridade.

Pode esse desinteresse ser também causado pelas dificuldades que qualquer cidadão sente quando pretende participar activamente sob a cobertura de uma sigla partidária. A sua filiação, ainda que tenha sido por livre e espontânea vontade, não lhe garante qualquer voz dentro do partido e isso, ao invés de o estimular, leva-o ao descrédito e à renúncia, deixando que o poder político se concentre ao alcance de oportunistas e de quem tem o poder económico.

Mas esse desinteresse pode também ser causado apenas pela inter-pretação que é dada à democracia representativa. Perpassa na generalidade dos cidadãos um entendimento de que as decisões políticas devem ser tomadas de cima para baixo e que, por isso, devem ser acatadas, toleradas e respeitadas, mesmo se vão contra a vontade da maioria. “Lei é lei; cumpra-se, portanto.

 

Auguste Comte, no fim do século XVIII,escrevia:Quão doce é obe-decer quando podemos desfru-tar da felicidade de estarmos desobrigados, por dirigentes sábios e ilustres, da responsa-bilidade premente da direcção da nossa conduta.”

Foi assim que, entre nós, um Estado Novo morreu de velho mas só depois de esmagar os portugueses durante quase cinquenta anos.

Há que encontrar um antídoto que combata este amorfismo actual e todos temos responsabilidades nesse combate: cidadãos comuns, políticos, colectividades e partidos.

Afinal, também queremos ter responsabilidade na direcção da nossa conduta.

- O - O - O - O - O -

publicado por hortense morgado às 18:32
link do post | favorito
Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Ano Novo

Quando a esperança se esvai…

Foi um ápice enquanto passaram os primeiros onze anos do século XXI. Tirando o facto natural de irmos ficando mais velhos, que fica a este povo a que pertencemos?

Uma sensação de vazio, uma certeza de que estamos a ficar, em cada dia, mais pobres; um descrédito nos sistemas de soberania que nos regem; um medo do futuro, que talvez, até hoje, nunca qualquer geração de portugueses sentiu.

Vim aqui para vos desejar umas boas entradas, mas parece-me que as palavras iriam soar a caco rachado.

Que entradas? Num ano em que a certeza de ainda sermos um estado soberano já estava esfumada; num ano em que só nos exigem impostos crescentes, perca de regalias materiais e sociais; num ano em que, a partir de amanhã iremos pagar tudo cada vez mais caro; num ano em que o espectro do desemprego, as mil carências, e talvez a fome ameaçam um cada vez maior número de cidadãos, aguarda-nos apenas o «dever» de pagar os desmandos, por um lado, dos jogos financeiros mundiais e, por outro, da incompetência e imbecilidade crescentes dos governantes que temos tido o azar de eleger.

Não posso desejar, sequer, que tenhamos esperança – porque essa, já lá vai; nem que tenhamos boa saúde, porque essa é cada vez mais longínqua e mais cara; nem que tenhamos dinheiro – porque o governo que hoje temos já deixou no ar a ameaça de nos tirar o pouco que ainda vamos recebendo ao fim do mês.

Que nos resta? – Resignação! E uma ténue esperança de que os nossos netos saibam escolher melhor os seus destinos e os seus líderes, para poderem ser felizes.

Para vós, meus amigos, só posso desejar que haja Paz e o conforto da amizade e do amor dos que são mais queridos.

 

Hortense Morgado

- o – o – o – o – o -

tags:
publicado por hortense morgado às 14:21
link do post | favorito
Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Lembram-se da História?

Implantação da República

Na segunda metade do século XIX existia uma grave crise económica, política e social. O povo estava descontente com os preços dos produtos comerciais e, em geral, com as débeis condições de vida.
As principais fábricas do país situavam-se no Porto e em Lisboa, onde trabalhavam operários, de modo a que o resto da população trabalhava no campo com difíceis condições de vida.
Portugal estava a atravessar uma fase difícil e com muitas dívidas. Por isso teve que pedir dinheiro emprestado ao estrangeiro. Para pagar os juros, o rei aumentou os impostos.
A oposição aproveitou a comemoração do tricentenário da morte de Luís de Camões para a divulgação das suas ideias e provocar um alvoroço popular e exigir a diminuição dos impostos.

O rei fez ouvidos de mercador e, ainda por cima, os ingleses que, por esse tempo dominavam o comércio e a banca mundiais, vieram exigir que o governo português retirasse o exército das terras africanas que, sabe-se lá porquê, os ingleses consideravam como suas. Os nossos «mais antigos aliados» nem vacilaram: se a sua ordem não fosse cumprida, declarariam guerra a Portugal.

Timorato, sem dinheiro, sem exército, o rei submeteu-se a tão despropositado ultimato.

A revolta crescia no povo oprimido e Alfredo Keil (Música) e Henrique Lopes de Mendonça (letra) espelham esse sentimento no que viria a ser o Hino Nacional.

O regicídio acontece quase como uma inevitabilidade inútil. A monarquia cai.

Implanta-se a República em 5 de Outubro de 1910 e renasce a esperança.

 

Mas o estribilho do fado repete-se: não é o povo «quem mais ordena»; mas continua a ser o povo quem mais paga.

Vivemos agora outro ultimato: não são os ingleses que nos ameaçam com a guerra – são a banca mundial, a hipocrisia americana e a ânsia de poder dos alemães que nos acenam com a possibilidade… de nos não emprestarem dinheiro para pagar salários… e juros.

Desde que Ernâni Lopes equilibrou as Finanças para o governo de Soares, voltamos ao princípio:

Nesta primeira metade do século XXI existe uma grave crise económica, política e social. O povo está descontente com os preços dos produtos e, em geral, com as fracas condições de vida.

«Portugal está a atravessar uma fase difícil e cheio de dívidas. Por isso teve que pedir dinheiro emprestado aos estrangeiros... »
O estribilho do nosso fado, repete-se: é o povo quem paga. E paga o quê? - A incapacidade e incompetência de quem nos tem governado desde então.

- o - o - o - o - o -

tags:
publicado por hortense morgado às 14:59
link do post | favorito
Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

HOMENAGEM AO BOMBEIRO

Dia Nacional do Bombeiro 

Se eu quisesse apenas ser simpática para com os «soldados da paz», no dia em que a cidade parou para escutar as fanfarras e ver os desfiles, diria que o bombeiro é um herói do quotidiano.

É o que todos dizem, em palavras gastas, muitas vezes sem serem sentidas.

Prefiro olhar por outro prisma: não quero ver o bombeiro como um herói. Prefiro ver neles apenas homens. Homens preparados, homens com normas, com conhecimentos. Homens que podem transmitir à sociedade, as suas experiências, as suas capacidades e saberes, e até a sua bravura.

Por isso, eles são bem vistos por esta sociedade ao serviço da qual se puseram:

uma sociedade exigente, muito intransigente. Mas, ultrapassando essa frieza social, as corporações dos bombeiros continuam a merecer a confiança e o respeito dos cidadãos.

É nessa confiança e nesse respeito que reside a força e a determinação do bombeiro, cujo lema «vida por vida», reflecte a nobreza da sua missão.

O seu sucesso nunca será um êxito individual; será sempre uma vitória conseguida através de trabalho de equipa que, em conjunto, disponibiliza a relevante partilha de informações, conhecimentos e responsabilidades.

De cada um desses «soldados da paz», individualmente, espera-se a dedicação, a abnegação, o sacrifício, a determinação e, não raras vezes, a coragem – qualidades que se podem esperar de um homem. Um homem de bem.

E porque não são muitos os momentos em que podemos homenagear o bombeiro, tive pena de não ter podido estar, no passado fim de semana, por motivos imprevistos de última hora, nas comemorações do Dia do Bombeiro, em Loulé.

Fica aqui a minha homenagem.

Reunião de 14 de Setembro

Nem sempre as reuniões de Câmara têm assuntos interessantes para o comum das pessoas.

Na da passada 4ª feira, o único assunto digno de registo terá sido o facto de, com a disponibilização do necessário terreno, se pode dizer que estão reunidas todas as condições para a construção da rotunda que, a norte do supermercado Pingo Doce, facilitará o acesso a esta superfície comercial.

Por razões funcionais, próxima reunião pública da Câmara será antecipada para terça-feira, dia 27 de Setembro.

 - o - o - o - o - o -

 

tags:
publicado por hortense morgado às 19:46
link do post | favorito
Sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

Capítulo 6º.

 

E chego ao fim deste relato. Daqui em diante, não espero gastar nem mais um minuto com esta gente (têm razão: não lhes devemos chamar senhores – porque o não são).

Os Quarteirenses conhecem-me. A eles, não sei. Acho que só no círculo fechado onde chafurdam os conhecem… minimamente.

Amo muito a minha terra e a minha gente e por isso entendi que era a hora de falar. Os meus patrícios saberão em quem mais devem confiar.

 

Epílogo - Recuso ver neles «compagnons de route»

São estes «senhores», que agora querem «Um novo ciclo», que hipocritamente se agarram ao provável futuro líder, se arvoram em seus delegados e caixas de correio.

Mas, com certeza que não ouviram o discurso do seu novo ídolo. Com certeza não leram os papéis que eles mesmos distribuíram, e onde Seguro garante defender um princípio estatutário que define que a disciplina partidária só se justifica “em questões que não têm a ver com a matriz do PS, com a governabilidade do país e com os compromissos eleitorais”.

Como pode esta gente sentir-se solidária com alguém – como Seguro - que proclama “ética, liberdade, responsabilidade”?!

Como pode esta gente comungar com o que disse Seguro em Portimão, quando proclamou que quer “dar mais voz e mais poder aos militantes do PS”; quando afirmou, na mesma altura, que valoriza a militância partidária porque os militantes do PS são cidadãs e cidadãos válidos e empenhados na defesa da sua terra e do nosso país”.

Como pode alguém confiar em quem, ainda num passado recente, procedia exactamente ao contrário?

Ou como poderia esta gente ser solidária com Assis, se este preconiza que o PS tem de acabar com “privilégios de representação que não são compatíveis com práticas menos transparentes, com processos de decisão obscuros ou com estratégias de fechamento

– se são exactamente os mesmos que usam a estratégia de fechar o partido, de recusar a discussão de ideias para a sua terra, de impedir que os militantes de Quarteira possam usar da palavra em assuntos que só a eles dizem respeito?

 

E se estes «senhores» não são comungam dos princípios daqueles a quem se querem aliar, alguém pode acreditar na sua solidariedade? Na sua responsabilidade? Na sua ética?

 

Eu não. Por isso, me recuso a ver neles os meus «compagnons de route».  


 

- o – o – o – o – o -

NOTA: No passado dia 9 de Julho, publiquei o 3º capítulo desta saga-desabafo. Não reparei, na altura, que a mensagem ficou retida na caixa de «rascunhos» e só através da chamada de atenção de vários amigos foi possível remediar a situação. O capítulo em falta está no seu lugar e, do lapso, peço desculpa aos meus amigos.

- o - o - o - o - o -

tags:
publicado por hortense morgado às 00:06
link do post | favorito
Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

Esta novela sobre as lamentáveis cambalhotas circenses do secretariado da Concelhia do PS e respectivos boys está a chegar ao fim. Nela se relatam procedimentos que acabam por justificar as razões por que o PS/Loulé está moribundo, numa agonia lenta desde que Joaquim Vairinhos deixou de puxar a carruagem da Juventude Socialista e que levou a machadada final quando Vítor Aleixo se demitiu do secretariado da Concelhia.

Depois deles só um vazio, onde só os yes-men dos chefes têm lugar e onde se não aceita quem possa inovar, trazer sangue e ideias novas. Não, que esses ainda podiam querer ocupar os lugares dos «chefes» e seus lacaios!...

E depois estranham que os munícipes não colaboram, não aparecem, não acreditam nos «políticos»!

Capítulo 5º

Os «novos rumos» dos manipuladores

Vale a pena recordar os actos recentes daqueles que, há menos de um mês berravam a plenos pulmões que “Sim. Estamos contigo, José Sócrates” e hoje,

 

conforme a oportunidade e as circunstâncias, se arvoram em apoiantes de Seguro ou de Assis «desde os tempos do infantário».

São esses que usaram de canhestras «habilidades burocráticas» para que não fosse cumprida a filosofia e a letra dos estatutos do partido.  

São esses que manipularam descaradamente as assembleias para escamotearem a realidade, jogando conforme as suas conveniências pessoais. 

São esses que, ao assumirem a liderança das estruturas locais do PS,

* prometeram dar-lhe um «Novo Rumo»; e deram: quebraram as pontes que tinham começado a ser laçadas à sociedade para que “o centro da vida política fosse a dignidade das pessoas, a satisfação das suas necessidades fundamentais, a sua autonomia e a luta pela concretização das suas aspirações pessoais e profissionais” (As palavras são do discurso de Seguro);

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: interromperam a informação regular aos militantes e restantes cidadãos, «matando» a newsletter mensal do PS/Quarteira, o blog actualizado, o boletim trimestral, impedindo, assim, de “reforçar o PS como uma plataforma credível, dinâmica e aberta. (As palavras são, de novo, do discurso de Seguro);

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: deixaram de cumprir as reuniões da assembleia-geral de militantes e de dar dignidade e forma legal às do secretariado;

* Prometeram dar-lhe um «Novo Rumo» - e deram: conseguiram em quatro actos eleitorais os piores resultados de sempre para o Partido Socialista, no concelho de Loulé. 

 

São esses mesmos que «retiraram a confiança política» a uma vereadora eleita não só porque esta usa o seu livre arbítrio para emitir as suas próprias e reflectidas opiniões, rejeitando ser «o papagaio do dono» mas, sobretudo, porque esta se recusou a usar de tráfico de influências na defesa de interesses particulares, mascarando o apoio às conveniências de alguns, como se estas pudessem ser encaradas como questões de «disciplina partidária».

 

São esses senhores (eles, não sei porquê, não gostam que lhes chamem senhores) que não perceberam que a vereadora só não lhes retirou a confiança política porque, efectivamente, nunca lhes deu essa confiança, porque nunca teve razões para dar qualquer confiança: fosse de natureza política, social ou pessoal.  

Esses senhores (?!) andam por aí: lideram ou lideraram a Secção do PS/Quarteira e a Concelhia do PS/Loulé.  

E em vez de se demitirem - seguindo a atitude digna de José Sócrates - por reconhecerem o mau trabalho (o pior em todo

 

o país) com que contribuíram para a derrota socialista - apressaram-se a atracar-se a novos «guarda-chuvas, na esperança de que alguém lhes atribua uns restos de importância… que não têm.

 

Próximo capítulo e epílogo: Recuso ver neles «compagnons de route»

- o – o – o – o – o –

 

REUNIÃO DE CÂMARA DE 13 DE JULHO

 Onde se fala de rotundas, de acessos e de... confusões

A reunião de Câmara de ontem não passaria de rotineira se não fossem as confusões que, injustificadamente, foram levantadas acerca do projecto dos acessos ao novo mercado Pingo Doce, em Quarteira, e da construção de uma nova rotunda em Almancil, no acesso a Quarteira, via Fonte-Santa - rotunda, aliás, há muito reclamada pelos almancilenses.

Finalmente, ambas as questões acabaram por ser aprovadas - ainda que não por unanimidade - reconhecendo-se que… não existem alternativas às propostas.

- o - o - o - o - o - 

publicado por hortense morgado às 08:57
link do post | favorito

*quem sou eu

*Escreva-me

Este blog foi criado para si. Serei intérprete, junto da Câmara Municipal de Loulé, dos anseios, das sugestões ou das reclamações que os munícipes queiram enviar- me. Responderei tão depressa quanto me seja possível. hortense.morgado@sapo.pt

*pesquisar

 

*Outubro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


*posts recentes

* LÍDER DA BANCADA SOCIALIS...

* SONHEI QUE PODERIA SER ÚT...

* REUNIÃO DE CÂMARA DE 28 D...

* DIA INTERNACIONAL DA MULH...

* Reunião de Câmara de 18 d...

* Ano Novo

* Lembram-se da História?

* HOMENAGEM AO BOMBEIRO

* Os Reis da Cambalhota

* Os Reis da Cambalhota

* Os Reis da Cambalhota

* Os Reis da Cambalhota

* BASTA !!!

* A POLÍTICA E A GRIANÇA

* QUARTEIRA - DOZE ANOS DE ...

* 25 DE ABRIL

* VOTOS PARA TODOS OS MUNÍC...

* DIA DA MULHER

* QUE SORTE TEM MANUEL ALEG...

* Boas Festas - Feliz Ano N...

*tags

* mensagens

* noticias

* o meu diário

* reuniões de câmara

* todas as tags

*arquivos

* Outubro 2012

* Agosto 2012

* Abril 2012

* Março 2012

* Fevereiro 2012

* Janeiro 2012

* Dezembro 2011

* Outubro 2011

* Setembro 2011

* Agosto 2011

* Julho 2011

* Junho 2011

* Maio 2011

* Abril 2011

* Março 2011

* Fevereiro 2011

* Janeiro 2011

* Dezembro 2010

* Novembro 2010

* Outubro 2010

* Setembro 2010

* Agosto 2010

* Julho 2010

* Junho 2010

* Maio 2010

* Abril 2010

* Março 2010

* Fevereiro 2010

* Janeiro 2010

* Dezembro 2009

* Novembro 2009

*links

*Visitas desde 09.11.2

web tracking

*estar atento

blogs SAPO
RSS