Sábado, 25 de Agosto de 2012

REMANDO CONTRA A MARÉ

Ao princípio, éramos apenas seis. Ou cinco mais um, para ser mais precisa. Éramos um grupo de pessoas normais - pessoas como você; trabalha-dores, estudantes, aposentados, que tínhamos um ponto de partida muito forte: o amor a Quarteira.

Numa época e num meio em que o egoísmo impera, estávamos unidos por um pensamento comum: mudar o marasmo cultural em que Quarteira mergulhou, perante a passividade generalizada.

Sentíamo-nos como se fôssemos um grupo pioneiro, livre e independente, formado por pessoas unidas por um objetivo comum. Foi assim que formámos uma associação nova, liberta de peias e de influências ardilosas. Sabíamos, desde o primeiro momento, que precisávamos de estar unidos, de deixar bandeiras, para, livremente, podermos decidir por nós mesmos.

Por circunstâncias várias, assumimos uma designação emblemática: «Xávega», uma arte de pesca que marcou a sua época, em Quarteira.

Perante o espanto de muitos que vislumbravam (ou desejavam?) que iríamos falhar nos nossos propósitos, a associação criou asas. Rapidamente, dos seis iniciais, chegámos à meia centena; todos desejando contribuir para o progresso cultural da nossa cidade.

Praticamente sem apoios, defrontámos oposições – velhos do Restelo existem em toda a parte. Invejosos, ainda há mais. É por essas oposições, vindas de alguns que só teriam razões para nos apoiar, que me sinto indignada.

Enganaram-se os que pensavam que iríamos desistir no meio do caminho. Engana-se (e continuará a enganar-se) quem pensar que os sócios da XÁVEGA não possuem coragem, persistência, paciência , fé, força e dedicação suficientes dentro de si , para enfrentá-los.

Sabemos que seria mais cómodo não ter de lutar; ignoramos os que nos aconselham a não remar contra a corrente. Mas são eles que terão de perceber que é quem pensa e faz diferente quem acabará por se destacar. Eles, ao contrário, quando se lhes acabar o transitório poderzinho, não deixarão obra. Nem saudade.

Por isso, a XÁVEGA, Associação para o Desenvolvimento Cultural de Quarteira, ignora-os - a eles e às suas más-vontades - e está a funcionar, em cada dia que passa, com crescente eficácia e entusiasmo.

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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Onde começa e acaba o espírito natalício?

O presépio da Junta de Freguesia de Quarteira

 

Natal está aí. À medida que a quadra se aproxima, começa a falar-se em «espírito natalício».

Confesso que não sei bem o que, com rigor, significa essa expressão; mas, na generalidade, parece indicar vagos sentimentos de bondade e solidariedade, gestos soltos de sensibilidade para os mais desfavorecidos, encontro festivo das famílias ou uma razão para presentes mútuos e um inconsciente pretexto consumista.

Do advento, que celebra o nascimento de Cristo, ficam gestos mecânicos de «armar o presépio», este a dar lugar cada vez maior ao Pai Natal inventado pela Coca-Cola americana.

Posta a questão nestes termos, compreende-se que encontrar um verdadeiro espírito natalício se torna complicado, no labirinto das notícias permanentes da crise global e nacional que, estranhamente, ainda se vislumbra, ainda que esmagada pelos hábitos consumistas das últimas décadas.

O folclore oferecido pelas caixas dos supermercados de rosto fechado ou enfastiado, encimado por um barrete vermelho, não passa de tentativas nem sempre conseguidas de apelar ao consumo do supérfluo.

Vão-nos ficando restos de tradições de outros tempos, ou tentativas frágeis, mais ou menos isoladas, de encetar gestos simbólicos, a procurar encontrar o rasto desse espírito natalício.

Quarteira não foge à regra: as escolas, fechadas em si mesmas, enfeitam-se com motivos da quadra, ou criam arremedos de récitas onde a comunidade nem sequer é convidada a participar; o mesmo se passa em associações, mesmo naquelas que generosamente as autarquias subsidiam. Umas e outras tranquilizam, desse modo consciências dos respectivos responsáveis

 

Aspectos da festa de Natal promovida pelo Banco do Tempo

 

Assisti, há dias, à «matinée» que, fugindo um pouco a este padrão, o Banco do Tempo realizou, no Centro Autárquico. Com recursos que não estiveram muito longe da prata da casa, o auditório encheu-se. Numa cidade onde as actividades recreativas e culturais são escassas e raramente se destinam a «consumo próprio», este espectáculo quebrou rotinas. Gostei.

 

Enquanto no auditório se procedia à distribuição de cabazes, cá fora, os jovens já tinham recolhido uma boa quantidade de roupa

 

Hoje, foi a vez dos jovens quarteirenses tentarem agarrar no espírito natalício: a JSD/Quarteira procedeu a uma campanha do agasalho. Felizmente, os jovens entendem que fazer política não é apenas agitar bandeiras, mas é também quando as pessoas se interessam e se voluntariam para colaborar em causas sociais – uma lição para os velhos do Restelo, dinossauros que vêm nestes gestos actos inadaptados ou práticas inúteis de fazer política (este é um barrete que irá assentar muito bem a espíritos fossilizados que por aí espalham novos rumos da política – ainda que rumos interesseiros e erráticos).

Centenas de cabazes foram entregues pela Câmara Municipa

 

Hoje também foi o dia da entrega dos cabazes de Natal, em Quarteira – cabazes com que a Câmara Municipal pretende que a noite da consoada seja um pouco menos triste em casa daqueles que pouco podem.

 

Sacrifiquei, com gosto, meio dia das minhas férias futuras para colaborar nesta entrega. Foi uma oportunidade de me encontrar com a minha terra, com a sua gente; mas foi também um gesto de apoio a esta iniciativa da autarquia que, este ano, ofereceu dois mil cabazes, em todo o concelho.

Haverá quem ache que dois mil cabazes é muito pouco. Será, perante a nódoa da pobreza, da miséria e da exclusão alastra como mancha de óleo. Mas tenhamos esperança de que, no próximo ano, a autarquia não tenha de cortar no resto das iluminações para multiplicar o número de cabazes.

Os tempos não correm de feição em toda a Europa e sobretudo para nós, portugueses comuns. De nós se exige que ensaiemos novas formas de estar na vida, novas regras de viver em solidariedade.

Mas, porque a esperança é a última coisa a perder, aguardemos que o futuro seja mais risonho que o momento presente. Só então, poderemos retomar o «espírito natalício» que restituirá ao Natal a luminosidade própria, o seu significado cristão, o fulgor de um Portugal livre e orgulhoso do seu próprio ser.

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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

DIA DE Nª. Sª. DA CONCEIÇÃO

Inauguração da Creche «Três Pastorinhos»…

No dia da Padroeira de Quarteira, 8 de Dezembro, foi inaugurada a creche «Três Pastorinhos», no sítio das Pereiras. O equipamento, criado através do Programa PARES, funcionará sob a responsabilidade do Centro Paroquial de Quarteira, acolhendo 48 crianças com idade entre os 5 e os 36 meses.

A obra custou 336.700 euros, sendo comparticipada pela Segurança Social, pela Câmara de Loulé e pelo Centro Paroquial. Na cerimónia da inauguração, o senhor Presidente da Câmara salientou que a creche servirá uma zona de grande crescimento demográfico, com muitos casais jovens.

O Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António, por sua vez, enalteceu a colaboração institucional entre diferentes níveis de poder, que permitem o surgimento de estruturas como os «Três Pastorinhos». Padre Elísio manifestava uma excelente disposição e não disfarçava o orgulho pelo evento.

 … e a procissão

Com menos embarcações a acompanhar – pelo menos, a mim, isso pareceu – a Imagem de Nª. Sª. Da Conceição que, na véspera viajara, em procissão, desde a Igrejinha Velha até São Pedro do Mar, saiu, na tarde de 5ª. feira, depois da Eucaristia, para a sua habitual visita ao porto de pescas.

Milhares de pessoas acompanharam a procissão, num dia de sol luminoso e de mar chão, como se, apesar de um friozinho atrevido, a Natureza tivesse querido associar-se à festa.

Por fim, a Senhora regressou, para descansar na sua casa. Padre Elísio, também. E a festa, que deveria ser o maior padrão tradicional de Quarteira, quase acabou ali, já que o leilão e o espectáculo nocturno perderam o brilho de outros tempos.

Mas eu fiquei feliz como sempre que Quarteira recebe um novo equipamento, sobretudo se ele é de carácter social.

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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

REUNIÃO DE CÂMARA DE 27 set

Arranque do ano lectivo

 

Foi uma semana marcada pelo arranque do ano lectivo. A inauguração de duas estruturas escolares (Vale de Rãs e Almancil) deixa a Carta Educativa do Concelho quase completa no que respeita à cobertura do território, por edifícios escolares de qualidade.

Em vésperas de novos desenvolvimentos nas normas de funcionamento das escolas, o Secretário de Estado esteve em Almancil e devo dizer que dele esperava ter ouvido alguma coisa de mais concreto sobre o futuro próximo da Educação em Portugal. Mas, sobre as eventuais mudanças futuras, ele nada adiantou.

E era bom que tivesse levantado uma ponta do véu, já que, em Educação, não se sentem apenas efeitos de escolas novas e muito menos de avaliações de professores; e é só sobre isso que nos chegam diariamente notícias, nos jornais, nas «televisões».

Como cidadã deste Concelho, felicito-me com o seu êxito no capítulo da construção de escolas, sem dúvida merecedor de encómios.

No entanto, como no melhor pano de linho cai a nódoa, de vez em quando, somos chamados a assentar os pés no chão.

E foi isso que me fez a carta que me foi dirigida e que, a seguir, transcrevo:

 

"Ex.ma Senhora Vereadora da Câmara Municipal de Loulé,

Drª Hortense Morgado

O meu nome é João Eduardo Rodrigues Martins e venho por este meio expôr-lhe a situação que se está a passar no arranque no ano lectivo presente na escola do meu filho Pedro Eduardo Frederico Martins.

O Pedro Eduardo entrou este ano para o 1º ciclo do Ensino Básico da escola nº 4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Coelho Cabanita. Foi com profunda estupefação que constatei que no ano em que se bate o recorde histórico do despedimento massivo de professores em Portugal, falo portanto do presente ano lectivo, no primeiro dia de aulas, o meu filho não tinha professora na sala de aula porque a colocação da professora ainda não se tinha concretizado. Fui informado no mesmo dia que já tinha sido, entretanto, uma senhora professora colocada e que chegaria dentro dos próximos três dias seguintes. O primeiro dia de aulas decorreu, portanto com uma senhora professora que foi fazer o acolhimento dos alunos e dos pais, numa reunião que apesar de marcada para as 11 horas da manhã, não chegou a acontecer.

No segundo dia de aulas a professora entretanto colocada já apareceu, acontece que está grávida de uns bons meses. No terceiro dia, essa mesma professora já não pode comparecer pois segundo me foi dito foi ao médico por uma questão de saúde relacionada com a gravidez, pelo que foi substituída nesse dia, por uma professora coordenadora que foi ocupar esse tempo e espaço. Com todos estes percalços, a primeira semana de aulas do meu filho Pedro já lá vai, em três dias, com duas professoras.

Não constituiriam estes "percalços" problema, não tivesse a professora que está grávida que ser substituída nos próximos tempos e não houvesse depois a probabilidade de no final do ano estarmos perante nova substituição e quem sabe no outro ano e no outro ano e finalmente, novas substituições ainda no ano final. Como professor do ensino superior durante vários anos num Departamento de Ciências de Educação e Sociologia, a leccionar a alunos de Ciências da Educação e da Formação e a ensinar e investigar a disciplina de Sociologia da Educação tenho pleno conhecimento cientificamente fundamentado do quanto um processo destes é extremamente prejudicial à educação do meu filho.

Não deixa de ser paradoxal que tudo aquilo que ensinei e aprendi do ponto de vista da análise sociológica da educação seja depois brutalmente confrontado com a realidade da prática educativa na escola do meu filho, neste caso pelos piores dos motivos. Como sabe, porque sei que também é professora, a consolidação das aprendizagens básicas de uma criança nos primeiros anos de escolaridade são fundamentais quer para o seu desenvolvimento cognitivo futuro quer para o seu desenvolvimento afectivo e tendo em conta o atrás exposto, ambos sabemos e creio que o senhor presidente da Câmara Municipal de Loulé, apesar de não ser um simples professor e de ser um digníssimo médico também saberá, que não há uma segunda oportunidade de se fazer uma boa consolidação das primeiras aprendizagens escolares.

Tendo em conta o exposto, penso que era muito importante que a autarquia em conjunção com a direcção da escola e a ainda Direcção Regional de Educação providenciassem uma maneira da turma do meu filho Pedro ter a possibilidade de ter um/a docente que lhe dê estabilidade ao longo do percurso escolar do 1º ciclo. É que eu também sou pelo rigor na aprendizagem e contra o facilistismo. Mas neste caso, lamento constatar, mas é o Ministério da Educação, a Direcção Regional de Educação do Algarve, a autarquia louletana e a escola em causa que não estão a criar as condições para que o meu filho possa crescer com dignidade.

Deixo à sua consideração passar esta mensagem na próxima reunião de vereação.

Dirijo-me especialmente a si, por sei que tem sido particularmente exigente com a participação dos munícipes na vida pública e sei que vai levar concerteza em consideração este problema que acabo de lhe apresentar. Farei sentir também esta situação, novamente, junto do senhor director da escola, do senhor director regional de educação e se necessário do senhor ministro da educação.

Com os melhores cumprimentos,

João Eduardo Rodrigues Martins, Docente na Universidade do Algarve”

 

 

Respondi, de imediato, nestes termos:

 

"Embora não seja professora, partilho consigo  a opinião de que os primeiros anos de escolaridade são importantíssimos no desenvolvimento de uma criança, tanto a nível cognitivo, como afectivo e social.
Ainda que, sabendo-se que a autarquia não tem papel activo na colocação de professores, na próxima reunião de Câmara, farei chegar à presidência  o teor da sua carta.
Obrigada por ter partilhado comigo esta sua preocupação e não hesite em contactar-me sempre que achar que deve. Hortense Morgado".

 

E, na Reunião de Câmara de ontem, dia 27, a carta lá foi lida e escutada com atenção e alguma apreensão, por todo o Executivo Municipal.

 

Resposta

O Senhor presidente disse que, apesar de compreender a inquietação deste munícipe e lamentar os prejuízos para as crianças, lembrou que a Câmara não tem competência nessa matéria.

Por outro lado, não pode ignorar a situação da professora pois, também ela, goza de um direito que lhe assiste.

Relembrou que a resolução destes casos cabe ao Ministério da Educação, em articulação com a Escola e a Direcção Regional de Educação, que têm a obrigação de encontrar uma resposta adequada às necessidades das crianças.

A Dr.ª Teresa Menalha, vereadora que detém o pelouro da Educação, reiterou a informação dada pelo Sr. Presidente, no que concerne às limitações da Câmara quanto à colocação de professores.

 

Entretanto, o Dr. João Martins respondeu ao e-mail que lhe enviara. E disse:

 

"Agradeço a sua atenção para este assunto. Sei que a autarquia não tem um papel activo na colocação de professores (por enquanto) mas com a cada vez maior centração das questões da educação no local, penso que a autarquia deve, cada vez mais, ser no futuro, um órgão regulador das políticas educativas ao nível da comunidade, não se podendo limitar a uma mera intervenção de carácter técnico-administrativo.
Peço que compreenda que no caso que expus da escola do meu filho não é só uma questão de colocação de professores daquilo que se trata, o que quanto a mim já só por si é uma questão de suficiente importância. Confesso-lhe que fiquei chocado de no primeiro dia de aulas do meu filho na escola pública, a primeira coisa que me foi dito quando entrei para uma reunião de pais na sala de aula, que afinal não aconteceu, por manifesta incompetência da escola, foi que a turma não tinha professora colocada.

O problema no caso que lhe expus é que eu não tenho a certeza que foram garantidas pela escola as condições de equidade em relação às outras turmas da mesma escola, no sentido de proporcionar uma educação que se quer de qualidade para todas as crianças. Mas isso será a Inspecção Geral de Educação a dizer de sua justiça.
Peço que compreenda que perante a minha exposição do caso à direcção da escola em causa, e depois do que a mesma me ter dado por garantido apenas uma declaração de instabilidade pedagógica ao longo de quatro anos pela boca do seu director, sem a mínima abertura e vontade de encontrar uma solução que atenuasse o problema gerado pela própria escola e pelo respectivo ministério não podia deixar de ficar incomodado com essa situação. Penso que se o senhor Presidente Seruca Emídio pede às escolas mais sucesso escolar ele deve saber que as condições em que professores e alunos trabalham nem sempre são aquelas que seriam as necessárias.

Aproveito para lhe dizer que a desigualdade de tratamento se manifesta também porque o edifício onde está o meu filho Pedro não tem vigilante às 9 horas da manhã até quase a meio da manhã, porque segundo parece o vigilante vai dar uma volta, penso eu por outras escolas do interior, o que também não se compreende, porque no edifício da outra turma da mesma escola, segundo uma senhora funcionária, existe não só um, mas dois vigilantes, ficando aquele edifício sem a segurança necessária e mais uma vez em desvantagem.

Agradeço sinceramente a sua resposta. João Eduardo Martins”.
 

Sinceramente, desejo que o(s) caso(s) que afectam o Pedro Eduardo Frederico Martins e todos os outros «Pedritos» dos nosso Concelho encontrem solução satisfatória.

Só então o Projecto Educativo do Município louletano poderá garantir que assume “responsabilidades na formação e aprendizagem dos seus cidadãos, isto é, ensina o cidadão a viver a cidade no sentido da civitas e da «civilização», enquanto capacidade de partilha comum alargada”.

Só então poderemos vangloriar-nos de sermos munícipes de um «Loulé Cidade Educadora» e só então poderemos ser cidadãos de um «Portugal, País Educador».

 Fotos da inauguração da escola de Almancil

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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

REUNIÃO DE CÂMARA DE 10 AGO

Feira do Livro e do Artesanato de Quarteira

Quem, por estes dias, tenha visitado a feira do Livro e do Artesanato de Quarteira terá, com certeza, ficado agradavelmente surpreendido com a diferença em relação ao que estamos habituados a ver.

Ainda que se lamente a ausência de grandes editores e livreiros, a verdade é que, duma forma geral, o certame parece mais cuidado, mais ordenado, mais «civilizado» …

Podem sempre encontrar-se falhas – nada é perfeito ou suficientemente perfeito – mas a feira está a atingir dimensões consideráveis, sobretudo no sector do artesanato, no qual, ao ter-lhe sido expurgado o artesanato africano que chegou a submergi-lo, devolveu à feira um maior relevo ao próprio artesanato local.

Estive na inauguração. Como quarteirense só posso desejar que, no futuro, a qualidade e a organização se mantenham e que o certame seja compensador, tanto para os expositores, como para os visitantes.

Como vereadora, cumpria-me transmitir à Câmara esse meu sentimento.

Foi o que fiz na reunião de ontem, 10 de Agosto.

O senhor Presidente agradeceu.

 

PS: Por lapso, não informei os meus amigos que, no mês de Agosto, só haverá duas reuniões de Câmara: a de ontem e a do próximo dia 24, que será pública.

Fica assim esclarecida a questão e agradeço o interesse que alguns manifestaram sobre o assunto, questionando-me, por e-mail ou por via telefónica.

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Sábado, 9 de Julho de 2011

O renascido Hospital de Loulé

Francamente, gostei do equipamento que vi ontem, na inauguração da renovada unidade de saúde de Loulé. O Hospital de Loulé, agora, alia serviços privados e públicos e foi recuperado ao abrigo de uma espécie de parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Loulé, a Câmara Municipal e o Estado, que passa a dispor, deste modo, de uma Unidade de Cuidados Continuados que integra a rede nacional.
O senhor Presidente da República parece que também gostou, já que disse que se o Estado não é capaz de assegurar os serviços de saúde com a qualidade e eficácia, então deve delegar e partilhar com outras organizações.

Surpreendeu-me agradavelmente saber, publicamente e pela boca do próprio, que o presidente da Câmara de Loulé foi sempre adepto do Serviço Nacional de Saúde.

É sempre bom sabermos que ainda há quem não se coíba de manifestar publicamente o seu interesse em questões de justiça social.

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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Campos de férias em Quarteira

O Clube de Basquete de Quarteira os Tubarões já fazem campos de férias para jovens há uns anos. Foram pioneiros e parece que têm feito bem o seu trabalho.

Agora é o Centro Desportivo de Quarteira que, desde a 2ª. feira passada e até 2 de Setembro, anuncia o “Campo de Férias CDQ 2011”, aberto aos jovens dos 7 aos 12 anos. Estas iniciativas são úteis, são fundamentais no apoio aos jovens, às famílias e demonstram interesse e amor à nossa terra.

Para mais informações sobre o funcionamento do campo, poderá usar os telefones 919215995/927895995.

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

As Marchas Populares de Quarteira

 

A vida moderna vai-nos afastando gradualmente das práticas ancestrais e tradições populares. Entre as que subsistem nem sempre são as mais antigas.

Recordo ainda, dos tempos de infância, os «mastros», a fogueira de Santo António, que a minha mãe não me deixava pular

- que eram «coisas de rapazes»; que era para «gente mais velha»…

Eu amuava mas ficava a ver os outros saltarem… Não, que a minha mãe tinha a mão leve, num tempo em que um sopapo na altura própria não era considerado… violência doméstica ou familiar.

Acabaram as fogueiras, acabaram as festas na «Sociedade», acabaram «os mastros», acabou a feira, acabaram os bailes na esplanada… 

 

Entretanto, e em boa hora, foram criadas as Marchas dos Santos Populares de Quarteira. Incipientes, primeiro, melhorando cada vez mais, mas à semelhança das folclóricas Marchas de Lisboa.

A organização tem acompanhado o evoluir da manifestação, ainda que, por vezes, com decisões controversas como a sua retirada do «miolo» da cidade, transferindo-a para o extremo da marginal.

Nos três anos anteriores, as marchas tiveram mesmo uma organização quase impecável. Este ano, o Calçadão está lindo, nas suas iluminações surpreendentes; e a redução do número de lugares nas bancadas acabou por «bater certo», perante a concorrência daqueles que, em vez de criarem, preferem copiar as receitas de sucesso.

Olhão, Albufeira, Faro e até Salir deram em competir com Quarteira, imitando-lhe as marchas e, consequentemente, disputando o «nosso» público. 

 

É claro que, cada um tem as suas preferências; mas as Marchas dos Santos Populares de Quarteira de 2011 estão lindas. Todas.

Por isso, estão de parabéns todos os que contribuem para que esta festa possa acontecer todos os anos: os figurantes, os coreógrafos, os organizadores, maquilhadores, figurinistas, costureiras, Câmara de Loulé e Junta de Quarteira.

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Domingo, 19 de Junho de 2011

A MINHA TERRA TEM MEMÓRIA

 

 

Estive hoje na inauguração de uma exposição muito especial: "Praia de Quarteira - Um século de evolução turística". Trata-se de uma exposição documental sobre os últimos cem anos de Quarteira.

 

Deu-me um prazer particular relembrar aquele meio século que vivemos juntas: a minha memória e a minha terra natal.

 

Pelas minhas recordações desfilaram as lembranças das brincadeiras da infância, os sonhos da juventude, as «longas» viagens de camioneta para a escola de Loulé, as experiências e descobertas de uma adolescência difícil; mas também as personagens que preenchiam a vida desta que foi a «minha» aldeia de pescadores, a festa que era a chegada dos banhistas, a efervescência duma marginal a que a «esplanada» dava cor, vida e som, durante três meses de Verão…

 

 

Um dia destes, vou voltar a visitar a exposição para, com mais tranquilidade, gozar aquela mostra da Quarteira dos meus avós, dos meus pais, a Quarteira da minha Vida.

 

PS: Quero aqui expressar ao engenheiro Luís Guerreiro as minhas felicitações pela excelência, pelo profissionalismo como organizou esta exposição. Mas tam-bém pela forma como soube «beber» e transmitir o espírito da minha Quarteira.

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Domingo, 17 de Abril de 2011

UM EQUIPAMENTO DE QUALIDADE AO SERVIÇO DOS IDOSOS

 

“As pessoas idosas têm direito à segurança económica e a condições de habitação e convívio familiar e comunitário que respeitem a sua autonomia pessoal e evitem e superem o isolamento ou a marginalização social.”

(Artigo 72º da Constituição da República Portuguesa)

Mulheres e homens idosos são cidadãos com a prerrogativa e,quase sempre, com a capacidade para conduzirem as suas pessoas e os seus bens de forma livre e autónoma, com os mesmos direitos que qualquer um de nós. Contudo, por razões várias, quase sempre por questões de saúde que levam a acentuada dependência, nem sempre lhes é possível viver de forma autónoma, isto é, de modo que lhes permita bastarem-se a si próprios, que lhes permita um envelhecimento activo e saudável.

Cabe, em primeiro lugar, à família e depois ao Estado e à sociedade em geral promoverem respostas adequadas, que possam minimizar o isolamento e a solidão. Mas a família nem sempre está disponível, quando o apoio permanente implica cuidados fundamentais para a promoção do bem-estar e qualidade de vida de que os mais velhos precisam e merecem.

É então que ao Estado cabe a missão de encontrar essas respostas.

Assistimos, na passada sexta feira, à concretização de um sucesso desses, bem pertinho de nós, quando estivemos na inauguração do Lar para Idosos de Almancil.

Dotado de equipamento de qualidade, este equipamento social, vai com certeza dar resposta a muitos dos que aguardam um lar, uma companhia, um sorriso...

 

Se o Estado e a Segurança Social foram importantes na construção desta obra solidária, há que realçar o trabalho dos técnicos e a comparticipação dada pela sociedade civil.

É assim, de mãos dadas, que se consegue concretizar uma obra como esta, que, no dizer dos seus responsáveis, é uma verdadeira “obra de boas vontades”.

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