Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Cartinha ao Menino Jesus

 

Menino Jesus:

 

Mais uma vez te escrevo uma cartinha. Deve ser mais uma entre os milhares a que já te habituaste. Quem sabe se neste ano não recebeste bem mais cartinhas… quem sabe?... - provavelmente com pedidos bem mais modestos que em anos anteriores.

Termina mais um ano, sem deixar grandes saudades. Outro começa, trazendo novos sonhos, novos pedidos...

Adivinha-se que o novo ano será essencialmente marcado pela crise, em que as televisões e os jornais nos abrirão os noticiários para falar de assaltos, insegurança, desemprego, crises sociais... Por isso, Menino Jesus, o meu pedido deste ano é bem mais prosaico: quero pedir-te esperança no futuro.

Sei que ultrapassaremos esta fase menos boa porque somos um povo que sempre soube ultrapassar dificuldades. Ajuda-nos a não esmorecer e a acreditar no futuro.

Arrisco cair em frases feitas, Menino Jesus, mas aqui ficam, ditas com sentimento, do fundo do coração: peço-te, encarecidamente, um ano com muita paz, amor e saúde e esperança q.b. para que continuemos a sonhar.

Obrigado, Menino Jesus,  por estares sempre comigo, nos bons e nos maus momentos.

Hortense Morgado

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Sábado, 8 de Outubro de 2011

SEXTA À NOITE

O concerto de música antiga

Ontem assisti a um concerto na igrejinha velha de Quarteira. Era um trio a tocar música antiga. Não se pode dizer que o concerto me despertasse um entusiasmo especial.

É que eu sou o produto de uma escola felizmente ultrapassada, onde o importante era saber ler, escrever com poucos erros e fazer contas certas, com prova real. Contas com muitos algarismos no multiplicando, muitos no multiplicador; e vírgulas, cuja razão não se chegava a perceber.

Acessoriamente, a «minha» escola obrigava-me a decorar nomes de rios cujas águas nunca verei e centenas de estações de caminho de ferro onde nunca «embarcarei». Era essa a escola do Estado Novo, onde as lendas se confundiam com factos históricos e onde Jesus Cristo estava na parede, ladeado de um Salazar muito jovem e de um Américo Tomás, com aquele ar de alforreca… de quem não percebia porque tinha de estar ali.

Era a escola onde o quadro negro e a régua eram «materiais didácticos» e onde as coisas do espírito e do corpo não tinham lugar. Por isso, a educação física não existia, como nem sequer se pensava em matérias como educação artística.

Assim, os meus conhecimentos musicais ficaram limitados aos nomes dos cantores «da moda» e às canções do festival da Eurovisão.

Diz-me o maridão, troçando, que tenho ouvido de pedra e a afinação vocal semelhante ao chiar das rodas de uma locomotiva à chegada à estação. Brincadeiras que me não magoam e que servem para uma boa gargalhada de descompressão, nas viagens mais longas.

Ele, sim, não dispensa um concerto e gosta de me levar consigo, mesmo sabendo que eu nem percebo quando é o momento de bater palmas e nem se ri se eu pergunto se «aquilo é um violino grande ou um violoncelo», e me sussurra ao ouvido que não; que aquilo é uma viola de gamba, ou se me mostro admirada por ver um «piano tão pequenino» e ele me indica, a dedo, no programa, que aquilo não é um piano, mas sim um cravo…

Começa tarde, a minha educação musical. O engraçado é que, geralmente, acabo por gostar do que oiço.

Ontem, por exemplo, gostei bastante. Saí da igrejinha velha com uma tranquilidade que nem sei explicar, ao fim daqueles três quartos de hora de música de outros tempos.

Mas outro sentimento me invadiu – o da satisfação de ver a igreja quase cheia de ouvintes interessados.

Que a maior parte dos assistentes nem era de Quarteira, ou que eram estrangeiros – dizem-me.

E daí?! Se vêm à minha terra para participar numa actividade cultural, são bem-vindos. E se o concerto é bom, a cidade sai prestigiada.

E se são estrangeiros que cá moram, que tem isso? Se moram connosco, fazem parte da nossa comunidade. São os «nossos» estrangeiros; pessoas que, como nós, lamentarão, certamente, a falta de uma confortável sala de espectáculos e a «raridade» de eventos culturais em Quarteira…

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Sábado, 17 de Setembro de 2011

A ESCOLA NOVA

A pouco e pouco, o concelho vai consolidando o seu ápodo de «cidade educadora».

Ontem, em Almancil, como na véspera, em Vale de Rãs, foi inaugurada uma nova escola, um edifício moderno, um espaço agradável, um sítio que enche de inveja os da minha geração, que aprendemos a ler e a escrever em salas tristonhas, edifícios austeros, em ambientes carrancudos que tínhamos de frequentar como se se tratasse de um castigo diário.

O edifício que ontem foi inaugurado, ao contrário, “respira” alegria, na cor, na luz, na amplidão dos seus espaços.

Aqueles relvados pontilhados de crianças chilreantes estão tão longe dos «recreios» enlameados das escolas do meu tempo!...

Até os adultos são diferentes. As auxiliares educativas de agora não se parecem nada com a Menina Fátima, sempre no seu posto, vigilante e responsável; por isso, as de hoje não querem ser «contínuas», preferem que lhes chamem «operacionais»…

Saudades tenho, sim, das colegas de então, de Licínia, da Lena, da Olga, da… bem, não vou falar das outras porque não quero cometer a deselegância de me esquecer dalguma.

E também tenho saudades da «minha senhora», a dona Maria dos Santos, a professora sisuda mas sempre atenta, sempre pronta a ajudar; um exemplo de respeito, correcção e educação cívica, cujo modelo cada uma de nós aspirava imitar.

Até a professora era, por isso, tão diferente daquela que ontem - indiferente à perturbação que causava aos visitantes, ao séquito oficial e às dezenas de crianças que aguardavam a sua vez de poder cantar o Hino Nacional – interrompeu a comitiva para fazer o seu show, interpelando o secretário de Estado para lhe dizer o que ele muito bem sabe: aquilo que os professores repetidamente reclamam.

E, por falar em crianças: A gesticulante professora que interrompeu a visita falou, falou, falou; de muitas coisas: de concursos, de avaliações, de quotas, de colocações, de despedimentos… Acho que não lhe escutei uma só palavra do que lhe deveria ser mais importante: os alunos.

Claro: também nisso ela mostrou ser bem diferente da dona Maria dos Santos!

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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Os Reis da Cambalhota

2º Capítulo

Um "Novo Ciclo" - A porta aos abutres

O Partido Socialista pretende agora entrar num «Novo Ciclo», depois de arreado do poder pela incapacidade de encontrar um fio alternativo à crise.

Como afirmou António José Seguro no discurso de assumpção da sua candi-datura a líder do PS, “a dignidade do Secretário-geral na noite das eleições colocou um ponto final no passado”.

O referido discurso é irrepreensível nos seus propósitos orientadores. Se as palavras que Seguro aí exprimiu tiverem sequência, é provável, sim, que, como ele diz, o PS vá agora “iniciar um novo ciclo”.

Esquecia-me de dizer: o discurso de Seguro foi-me enviado por um dos «responsáveis» locais do PS.

 

Próximo capítulo: «A filosofia de um candidato» - onde se verá quem é a gente que o apoia

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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

REUNIÃO DE CÂMARA 6/jul/2011

A FONTE SANTA

A Fonte Santa faz parte da memória colectiva dos quarteirenses.  

Jamais sairão da minha sau-dade as recordações daquele espaço nem o cheiro das ervas que cobriam aquela terra donde borbulhava a água.  

Quando o mulherio da Rua de São João se juntava para ir até lá lavar e corar ao sol os lençóis, nós, as crianças, íamos à cata de pinga-azeites e de joaninhas…

- Joaninha avoa, avoa que o teu pai 'tá em Lisboa…  

Se saltava um gafanhoto, aí era ver as raparigas aos gritos, enquanto os moços demonstravam a sua masculinidade apanhando os saltitões e arrancando-lhes as patinhas.

Se, no meio da confusão, eu conseguia escapar à vigilância materna, adorava tirar as sandálias e mergulhar os pés naquela humidade feita de margaridas e a ressumar a mantrasto; mas vinha logo uma vizinha a pôr fim àquele prazer infantil:

- Maria, olha a tua Hortense!... Anda p’ráli descalça – e pronto, lá vinha ameaça e o prazer chegava ao fim.

Com o meu pai, não. Era tudo mais calmo, mais complacente.

Ele ia quase sempre ao pôr do sol encher um ou dois garrafões que aquela água era mesmo «santa»: fazia bem ao fígado, à pele e a não sei bem ao quê mais. Quando não ia na motorizada, levava-me com ele.

Milhares e milhares de rãs ensurdeciam-nos com o seu coaxar. Ouviam-se as aves a piar, escondidas sabe-se lá onde.

Meu pai fingia que não me via tirar os soquetes, descalçar as sandálias e patinhar na lama e, por fim, dava o sinal:

- 'Bora!

E lá vínhamos os dois; à frente, ele, sem dizer uma palavra, um garrafão em cada mão e eu atrás, inventando bonecas em corolas de papoilas rubras, ou compondo um raminho de flores azuis. Nunca soube como se chamavam aquelas flores minúsculas mas o mais certo era acabarem secas e espalmadas entre as folhas do meu livro de leitura.

A lua começava a desenhar-se em branco, ali para os lados de Faro, e só a estrela d’alva brilhava no firmamento. O sino soava para os lados onde o sol se escondera. Então, a Fonte Santa era já uma recordação bonita. Como é hoje. Como será até ao fim dos meus dias.

Aquele espaço sempre foi de todos, como a areia da praia, o tomilho nos pinhais, o valado duma ribeira, a música das ondas, o murmurar do vento.  

O «povo» deu-lhe uma placa de azulejos e consagrou-o como coisa pública. Essas homenagens ainda lá estão.

Mas, aqui há uns anos - uns quinze ou dezasseis, talvez - de repente a Fonte Santa deixou de ser nossa. Passou a ter um dono»: ganhou uma rede, umas paredes, uma caderneta predial e acho que chegou a ter um arame farpado.

Há dias, reparei que as máquinas que trabalham nas obras do prolongamento da Av. Sá Carneiro, em Quarteira, estão a usar o espaço envolvente como uma espécie de estaleiro, de onde arrancaram mato, aplainaram terras e se acolhem, cada vez mais encostadas ao tanque da Fonte Santa, onde uma ou outra mulher ainda vai lavar os farrapinhos familiares.

Esta situação levou-me a apresentar, na reunião de Câmara do passado dia 6, a seguinte questão:

antes da ordem do dia.

 

Tanto quanto sei, o espaço envolvente da Fonte, que desde que me conheço foi de acesso e usufruto da população, é, actualmente, propriedade particular.

No entanto, a Fonte Santa está ligada aos usos, costumes e tradições quarteirenses.

Como essa área agora integra ou é adjacente à Zona de Expansão Norte-Nordeste, o senhor presidente, por acaso, equacionou a hipótese de aquisição através das normas da perequação desse espaço que, uma vez convenientemente tratado, poderia voltar a ser de domínio público sob a forma de jardim ou parque de merendas, por exemplo? 

 

Resposta: O senhor presidente respondeu que a perequação não pode responder a esta questão. Acrescentou ainda que esta hipó-tese de «restituição» ao domínio público nunca se pusera, mas que, se mais tarde, a hipótese se puser, certamente a proposta poderá vira ser equacionada.

 

Conclusão: A hipótese ficou agora posta. Cumpre a quem de direito analisar e reconhecer, ou não, se devem, ou não ser preservados o património e a memória dum povo.

 

Pintura de rotundas e lancis em Quarteira

Outra assunto que apresentei respeitou ao recente trabalho de pinturas que estão a ser executadas nos lancis, em Quarteira:

Tendo verificado que em Quarteira estão a ser pintadas as indicações de estacionamento/trânsito nas rotundas e lancis com cores que me parecem impróprias, questionei o Sr Presidente sobre quem recai a responsabilidade da pintura e da escolha dessas cores.

 

Resposta: O Sr. presidente esclareceu que, apesar dessas pinturas serem da responsabilidade da Câmara, foram delegadas competências à Junta de Freguesia para a realização desses trabalhos. Mas acrescentou que ser «feio ou bonito» depende dos gostos de quem as vê.

 

Conclusão: Pois arrisco-me a dizer que ou eu tenho os gostos estragados ou aquelas cores e tons foram mesmo muito mal escolhidos.

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Domingo, 12 de Junho de 2011

Escola e Comunidade de mãos dadas

Mercado Medieval em Boliqueime

A sociedade habituou-se a ver na Escola um mero instrumento. O instrumento a que todos temos o direito de tudo exigir e ao qual nada somos obrigados a dar.

Exigimos que seja a Escola o «depósito» dos nossos meninos enquanto estamos a trabalhar ou até a preguiçar mas, quando somos chamados a uma reunião de pais, raramente temos tempo para gastar duas horas a saber como podemos colaborar.

Exigimos à Escola que ensine às nossas crianças e aos nossos jovens tudo aquilo que lhes há-de fazer falta na vida e para a vida, libertando-nos, assim, da maçada de termos de explicar-lhes o que eles devem fazer e como devem fazer.

Exigimos à Escola que eduque convenientemente os nossos filhos, incutindo-lhes princípios de vida, formas de convivência em sociedade e normas de vida democrática, como se não fossem as Famílias as primeiras responsáveis por essa educação.

Por sua vez, a Escola enforma-se num mundo fechado à Sociedade e à Família, onde só ela tem o direito de definir o que - e como – ensinar; um mundo especial, de especialistas, um mundo, a vários níveis, aristocrático e elitista.

Essa é a norma geral que todos nós, em maior ou menor grau, experimentámos. Mas esta regra geral admite, felizmente, honro-síssimas excepções, em que a vida escolar se abre à comunidade e em que esta corresponde, grata e entusiasticamente.

Fui convidada, há dias, na qualidade de autarca municipal, para participar, em Boliqueime, numa dessas demonstrações de mútua participação: a representação dum mercado medieval, em que alunos e professores foram promotores e protagonistas principais.

A comunidade boliqueimense respondeu positivamente. O resultado foi uma festa, um dia diferente, uma alegria de cor e movimento.

 

Para acabar com a dicotomia Escola/Sociedade, é pouco? É!

Mas foi um primeiro passo. E sabemos que um primeiro passo é sempre o mais difícil de dar.

Por isso saúdo Boliqueime e a sua comunidade escolar; desejando que, a este primeiro passo, se sigam, rápida e conscientemente, um segundo, um terceiro… Até que Escola e Comunidade consigam uma perfeita comunhão.

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Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Na festa dos Pescadores

No passado fim-de-semana tivemos a Festa do Pescador, a que agora chamam Festa dos Petiscos do Pescador.

É uma das festas mais significativas de Quarteira, ainda que não seja tão bem tratada como deveria ser.

Assim mesmo, todo o Quarteirense que se preza não falta ao evento. Para mim, é como que uma espécie de peregrinação à memória da minha querida «aldeia de pescadores», não fosse eu própria, filha e neta de pescadores.

Nasci numa família de pescadores. Meu avô, meu pai, meus tios foram pescadores; e ainda hoje, alguns primos exercem essa actividade.

Por isso, o meu reconhecimento ao pescador é, não apenas o respeito pela bravura com que enfrentam o dia a dia; não é só uma forma de homenagear a arte da pesca.

 

A homenagem ao dia do pescador é, portanto, também uma homenagem ao meu pai, homem anónimo, que, fez do mar a sua “forma de vida”, enquanto a saúde lhe permitiu. A saúde que o mar também lhe roubou. 

Esta é, pois, a minha homenagem, para ti, pai, onde estiveres.

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

DIA DO MUNICÍPIO

Quinta-feira da Espiga – o dia em que os católicos festejam a Ascensão – rituais religioso e pagão de mãos dadas.

Era neste dia que, antigamente, se colhiam e abençoavam os primeiros frutos da terra, e com isso se dava início a uma série de festas campestres do ano.

O desabrochar do alento primaveril convidava à comunhão da merenda e do bailarico na natureza. As terras despovoavam-se e, ao fim da tarde, no regresso ao lar, trazia-se o «ramo» que simbolizava a fartura e a harmonia para a família.
O ramo trazia espigas de trigo, ramo de oliveira, papoilas e malmequeres campestres amarelos e brancos. Os primeiros significavam o pão e o azeite para todo o ano, o vermelho da papoila simbolizava a alegria de viver e o ouro e a prata – o bem-estar material – espelhavam-se nos malmequeres.

A festa era tão significativa que muitas vilas e aldeias fizeram dela a «sua festa» - um dia de descanso suplementar, dedicado à alegria. E também à esperança.

Loulé consagra-lhe o «Dia do Município» mesmo que a tradição… já não seja o que era. Só Salir mantém, ainda que de modo sofisticado, a memória do tempo.

Por isso, poucos se aperceberam da alvorada de morteiros, no dia em que uma entidade da minha terra - a QUARPESCAS - foi galardoada com a Medalha de Prata do Municio – um dos momentos altos da festa de hoje.

E por isso também, poucos acorreram ao hastear da Bandeira com que se deu início à festividade, cerimónia a que não quis faltar - ainda que, para tal, tenha de ter sacrificado meio dia das minhas férias.

Porque tenho orgulho de ter nascido neste Município, porque me orgulho de pertencer ao seu Executivo Municipal.

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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Trinta e seis anos ao Serviço do Público

Era muito nova ainda quando, através de concurso, entrei na Função Pública e, desde então, estruturei a minha carreira sempre no mesmo organismo: a Segurança Social.

Sempre com a preocupação de fazer o melhor possível, ao serviço dos meus concidadãos. Sempre com dedicação, ajudando a enobrecer aquela «casa». Orgulho-me disso.

Como me orgulho de, igualmente e sem descurar o serviço nem a família, apesar de sucessivos infortúnios pessoais, ter melhorado constantemente as minhas aptidões profissionais e as minhas qualificações académicas.

Num mundo em que a ascensão profissional se rege, quase sempre, pelo nepotismo, pelo compadrio, pelos compromissos materiais ou políticos, fui frequentemente travada na minha ascensão profissional, por «amiguismos» que me determinaram prejuízos financeiros e sociais, mas que me permitem andar de cabeça erguida.

Isso também é o meu orgulho.

Finalmente, o «patrão» Estado deu por mim e, há dias, entregou-me um diploma assinado pelo punho da Ministra do Trabalho, que, com mais de um ano de atraso, «premeia» os meus 35 anos de dedicação à causa pública na Segurança Social.

«Um justo e merecido reconhecimento à disponibilidade, brio profissional, dedicação e entrega à causa pública de todos os que há 35 anos constituem a “família” da Segurança Social no Algarve» - como disse o senhor Director do Centro Distrital de Faro.

Também me orgulho dessa cartolina, que nunca irei emoldurar nem dependurar numa parede da minha casa.

Porque teria preferido que esse prémio, mesmo que não se consubstanciasse numa merecida ascensão na hierarquia, servisse, ao menos… para ajudar a pagar a renda da própria casa.

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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

PORTUGAL:

um governo de gestão, ou um país de improvável gestão?

 

 

Para ser franca, tenho de confessar em primeiro lugar, que percebo pouco de finanças e que os problemas de gestão não são, com certeza, a minha especialidade.

 

Mas eu tenho estado convencida de que um Programa de Estabilidade e Crescimento deveria ser apenas um instrumento destinado a defender os interesses da economia, particularmente nos momentos de maior exigência como aquele que estamos a atravessar.

A ser assim, deveria exigir-se, da parte de todos os que detêm o poder e dos que aspiram a chegar ao poder, determinação, esforço e sentido de responsabilidade, abdicando de pequenos interesses ou segundas intenções, de teimosias e birras pessoais.

Infelizmente, o nosso país parece não ter emenda e, de trambolhão em trambolhão, vai ficando a cada dia mais emaranhado em teias de equívocos, arrastando os portugueses para uma vida de dificuldades crescentes.

Ontem deveria ter sido discutido um novo PEC. Não foi, porque os responsáveis políticos se recusaram a tal, como se disso não dependesse o futuro dum povo.

Como consequência e já se esperava, o primeiro-ministro demitiu-se.

Temos agora um governo de «gestão corrente» e o espectro de novas eleições. Oxalá que resultem e não nos venham pedir esforços mais violentos ainda do que aqueles com que o PEC ameaçava.

Mas temo que a Lei de Murphy possa vir a confirmar-se pois, o que hoje não corre bem, pode ficar pior amanhã…

Mas isso pode ser consequência do meu pessimismo.

 

PS: A reunião de Câmara de ontem compreendeu apenas assuntos de gestão corrente, a não merecer menções especiais.

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publicado por hortense morgado às 19:45
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